na corda bamba playlist 60 viradouro e vai vai lavam a alma de todos nós

em porto alegre um motoboy negro levou facada de um cara branco, chamou a polícia e adivinhem quem levou um sacode? vai vai cantou a pedra só quem é da turma do vivendas diz que não é assim. vai vai e minha amiga miracema saiu com seu filhote daniel na viradouro e a dupla saiu campeã. começo a ler umbandas, uma história do brasil, do luiz antonio simas: “ganhei uma barraca velha, foi a cigana quem me deu, o que é meu é da cigana, o que é dela, não é meu”. e assim nós vamos vivendo de amor. e de barracos também. Saravá

JAIME LAURIANO brinquedo de furar moletom caveirão 2

A playlist 60 de na corda bamba abre pedindo benção para Zé Manoel, pianista pernambucano que chega mandando recado em Escuta Letieres Leite

Um dia o povo que frequenta as listas dos mais mais mais isto e mais mais aquilo vai descobrir o que a corda bamba já sabe tem tempo: Samba-Tropi, disco de 1970 de Wilson das Neves é bom demais! Riposo…Riposo!

Ellen McIlwaine é uma descoberta recente, uma moça ruiva que no meio dos anos 60 passou um mês trancada em um apartamento tocando slide guitar com um rapaz desconhecido chamado Jimi Hendrix. Que tal?

slide com jimi e quase ninguém soube disto

O Márcio Pinheiro, apesar de colorado, de vez em quando acerta.* Esta semana me escreveu dizendo “você vai gostar disto”. Gosto sim senhor, Los Destellos, e sua Guajira Sicodelica. En verdad, vou usar a corda aqui pra indicar e convocar um cruzado andino: Philip Johnstone pra escrever pro AmaJazz, um texto sobre esta parada peruana que coloca no balaio cumbia, guitarrada, rockarolla e psicodelia. Quando fui pra lá, voltei com um disco onde os caras fizeram uma versão de Mulher Rendeira…Chévere!

los sicodélicos andinos

Não consigo parar de ouvir a versão arrasadora de BNegão para o Canto da Sereia de Osvaldo Nunes. Antes de seguir, volte pelo menos duas vezes pro bis.

Outra dica, esta do chapa Tagore Pereira, que frequenta o triângulo das bermudas sulista (rosa-porto alegre-buenos aires). Prestatenção rapá:

Ese culito é orgânico, flow satánico
Tu novio un boomer, brazo curto, re jurásico
Me ve llegando con la gang y le entra pánico
Sátiro, ella me deja paralítico, ey

[Verso 1: Broke Carrey]
Yo tengo piquete en los cromosoma’
Luisito está pegando fogo como Sodoma
Ese logi é uma virgem e não é Madonna
Mi mierda é arte, foda-se o MoMa

Se você pensa que Steppenwolf é só bórntubiwaild, se liga no avestruz que eles preparam o terreno para Karina Buhr quebrar tudo, para Barret Strong gritar que só quer dinheiro e para Ruspo, codinome do jornalista paulista Ruy Sposati brincar de milonga com agroboy:

Moleque agroboy, não nasci no pantanal, ando com meu pistoleiro para exterminar geral, andamo de Hilux, viemo pega terra, a chatuba do agroboy do bonde da Bunge, é”.

Fernando Moura chega com Summerville, pão na chapa e guaraná. Ouvindo me pareceu mais um rango pra matar a larica da madrugada do que um café começando o dia no Humaitá.

Eu conhecia algumas versões de Take Five, “crássico” de Dave Brubeck e Paul Desmond, com outros jazzistas, com levada bossa nova, reggae, mas com flauta de bambu japonesa eu ainda não tinha ouvido. Minoru Muraoka. Dei uma fuçada e descobri que ele é especialista em Shakuhashi, flauta longitudinal criada no Japão no século 16.

karina longe de onde em copacabana
sarah fica em casa com os rapazes de liverpool

Sarah Vaughan cantando Come Together e quando é Sarah Vaughan cantando, eu não preciso escrever absolutamente nada. Já a bossa lounge balada low-fi multilinguística de Joel Virgil, Kacimi e The Rebels of Tijuana na faixa New York in Bed, eu vou ter que pesquisar pra escrever. Apuração rápida, Joel Virgil nasceu nas Antilhas Francesas, quando alguém nasce por lá, nunca colocam em qual ilha, cresceu em Paris, Kacimi e os Rebedes de Tijuana também são bardos gauleses e já apareceram por aqui e me deu vontade de ouvir Dengue Fever com a moçoroca vietnamita-califórnia que me lembrou de #9 Dream de John Lennon, que eu acabei de ler no fb do intrépido Zeca Azevedo que é psicodelia total cheia de ecos, psicodélico ou não eu só lembro dela tocando no alto-falante do clube do comércio.. Ah! Bowakawa, pousse pousse e existem cinco mil links na internet tentando decifrar o que Lennon quis dizer com isto.

Vinheta com o duo Tok Tok Tok brincando de Beatles também.

Tem disco novo do Brasov! Tem disco novo do Brasov tocando e cantando Noel Rosa! E a corda toca duas seguidas: Seja Breve e Pra Que Mentir.

brasov: finalmente o segundo disco!

Esta semana li um post muito bacanudo da cantora Andrea Dutra no fb. Ela escreveu sobre a alegria de estar acompanhando a chuva de fotos e postagens das gravações do novo disco do MPB4:

Vendo as movimentações para a comemoração dos 60 anos do MPB4, lembro do dia da máxima glória em que o Arranco de Varsóvia dividiu o palco com eles. Esses caras inventaram a sigla MPB, é mole? Inventaram a própria MPB e mantêm a chama da música vocal sempre viva. O Brasil ama o MPB4.

Eu cresci ouvindo MPB4! Tô no time do Brasil que ama o MPB4. Segue com Se Meu Time Não Fosse Campeão e eu nem ligo se estou atrasado pro meu aluguel, até que no fim da partida a pelota entrou…

E se você tá ouvindo isto agora pela manhã, pode pedir do mesmo jeito que o Jorge Ben, oh meu amor, oh meu amor, me faz um cafezinho com aroma e carinho, com açúcar e com beijinhos, café, o preto que virou ouro nas terras do Salgueiro…aproveita o café pra ouvir a música nova do Madness, a música de 1972 dos Beach Boys.

Al Kooper! Ouva, ouva, ouva, como diz a besta quadrada das Geraes…A ficha corrida de Al Kooper é gigantesca, e eu só vou colocar duas aqui: ele estava no estúdio, tocando e dando pitaco nas gravações de: like a rolling stone, de bob dylan, onde tocou o órgão, You Can’t Always Get What You Want, dos stones, onde tocou piano. aqui rola a viajante, alucinante e acachapante season of the witch

al kooper liquidando tudis

The Rolling Stones pra seguir no mudi, Joe Cocker pra seguir na onda, Sharon Jones and The Dap-Kings pra esquentar a bagaça, Sam Cooke, o primeiro soul man superstar e o trem acelerando na maciota com Tommy James & The Shondells, Les Jaguars, com o paraense Saulo Duarte, com o inusitado combo dos Irmãos Panarotto & Império da Lã e Flu, indo pra Chapecó pra ver a estátua pra Jupíter Maçã!

Noah Peterson e seu sax a loop, direto de Manaus, Alaídenegão, direto da Rádio Guaíba, Al Hirt com music to watch girls by, e aí engatamos no maravilhoso mundo mambo rumba remelexo de onde nunca mais se consegue sair, com Jack Costanzo e sua orquestra, La Playa Sextet e novamente com Wilson das Neves reafirmando meu papo reto de que Sambatropi é o disco!

Martina DaSilva é brasileira e canta jazz em nuevajorque. Ela canta muito bonito. Kindelan é inglesa e canta jazz e pop em londres. Ela também canta muito bonito.

Harry Nilsson também tocou e bebeu com bastante gente. Esta bela balada está no álbum Pussy Cats, que foi produzido por um de seus mais próximos amigos de música e boteco.

Próximo da curva final: Billy Cobham, Karina Buhr bisando, Matching Mole uma banda de Robert Wyatt, Gnawa Diffusion, duas faixas com a super banda argelina formada na França e que cruzou gnawa com reggae pra falar do que precisa falar: desemprego, desigualdade, racismo, colonialismo, etc, etc

Nos 100 metros finais: o mestre bardo italiano Paolo Conte, Naná Vasconcelos com o violonista argentino Agustin Pereyra Lucena, Kate Bush com Anne Sophie von Otter, Ruspo no bis e Zé Manoel fechando tudo com a maneiríssima Pra Iluminar o Rolê.

Saravá

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A imagem da capa desta edição é do pavilhão da campeã do carnaval carioca de 2024, a Unidos do Viradouro

LINKS! LINKS! E MAIS LINKS!

márcio pinheiro vota errado mas escreve certo:

Muitos atribuem a Chico Buarque a autoria de “Tô Voltando”. Isso me remete a um tema que sempre me interessou: as músicas que são de um mas que parecem de outro.

Por exemplo:

– Camisa Amarela. É do Ary Barroso mas parece Assis Valente

– Só Louco. É do Caymmi mas parece Lupicínio

– Se Acaso Você Chegasse. É do Lupi mas parece Caymmi

Festa Imodesta. É do Caetano mas parece Chico

– Refém da Solidão. É do PC Pinheiro mas parece Vinicius

– Meu Nome é Gal parece ser de qualquer um (Caetano, Gil, Jorge Ben…) menos de Roberto e Erasmo

– e Tô Voltando é, na verdade, de Mauricio Tapajós e PC Pinheiro.

osvaldo nunes vendo a sereia cantar

a letra suave de buena dos hermanos brooke carrey e dillom

https://genius.com/Broke-carrey-and-dillom-organiko-lyricshttps://genius.com/Broke-carrey-and-dillom-organiko-lyrics

leia a letra arriba e veja o clip abajo:

o livro do simas:

A PLAYLIST!