Foi o Vicente que falou na escola que o gatorade preferido dele é o de sabor frutas críticas e agora eu nunca mais largo este osso, clássico instantâneo tipo prato preferido da miss é Pirex, que se vendia como inquebrável assim como as facas Guinzo que cortavam tudo e as meias Vivarina que não rasgavam com nada, ou como os produtos familiares fofos pero caô total das marcas afetivas, tipo nosso molho de tomate é feito deste jeito há quinze gerações na Toscana, mas a família tem nome polonês e vive em Indaiatuba e afinal de contas se a história pode inventar uma tradição como disse o Hobsbawn, por que a publicidade, logo ela, também não poderá? Sempre gostei de ler nas embalagens de produtos antigos, quase sempre de azeites, e geléias, as medalhas e os prêmios vencidos nas feiras de Paris, Nova Iorque, etc. E sempre achei graça naqueles que se vangloriavam de ostentar o rótulo Royal warrant of appointment, o mandado real de nomeação, o chá oficial da rainha, o pepino em conserva oficial do rei e sempre fiquei imaginando quando isto se estendia aos serviços: o encanador do palácio, o professor de aeróbica, a de línguas nativas …Nos anos 90 fiz uns trocentos institucionais de empresas que precisavam do ISO-5000, 9000, 15000 e não sei mais qual mil é agora, e o ISO servia para pendurar o diploma na parede da sala do CIOU e o selo garantia que eles eram bons pra caralho e que atendiam todas as exigências da união europeia e dos incas venusianos. E se a publicidade pode inventar uma tradição, porque o jornalismo não pode inventar também? Aqui no bananal temos uma tradição quase milenar: do jornalão isento e a serviço do país, aquela isenção legal que nunca serve pra turma que só entra pela entrada de serviço. Nem com ISO trezentos mil funciona. O que funciona mesmo é a playlist da Corda Bamba, homologada pela rainha de Alfa Centauro e vencedora da medalha da Feira Internacional de Piracicaba de música afetiva. Até o Príncipe Balmoral já assinou. Saravá!

na playlist de hoje:
Etta James veio para o primeiro festival de jazz de São Paulo em 1978. Vi um pouco pela tv. Uma tv pequena com imagem em preto e branco. No domingo na casa da vó Maria encontrei a Etta em fotos grandes e coloridas na revista Manchete. E na Isto É (A Isto É já foi uma revista) encontrei a Etta James desbocada, reclamando de Mick Jagger e do disco Some Girls dos Stones. Levei alguns anos pra entender o que chateava dona James, que voltou outras vezes vezes pra cá, de vez em quando numa relax, de vez em quando numa bronca. Salve Salve super Etta que abre e fecha a playlist 63 de Na Corda Bamba, em edição homologada com os apontamentos da rainha.

Cordas de Aço é Cartola lamentando no violão um amor que deu ruim, como dão ruim quase todos os amores e samba e amor nem sempre andam juntos, até andam, mas um amor longe do outro amor, ou um amor esperando até muito tarde o outro amor chegar do bar.
E no entanto meu pinho
Pode crer, eu adivinho
Aquela mulher
Até hoje está nos esperando
Solte o teu som da madeira
Eu você e a companheira
Na madrugada iremos pra casa
Cantando

The Specials! Suprema alegria e supremo balaco! Música (de John Holt) pra deixar feliz quem tá no carro indo trabalhar, quem tá no ônibus com o fone no ouvido, caminhando na rua, tomando sorvete, na barca, no trem, no calçadão fugindo da polícia, dos credores, pulando o muro, pulando a cerca, música pra começar a ouvir cedo e só parar por exaustão quando a noite chegar.
El exigente Larry Harlow nasceu Lawrence Ira Kahn no Brooklin, tinha um pai fanático por jazz e rapidinho trocou os bar mitzvás pelas festinhas de boogaloo do Spanish Harlem e foi ser um Fania All Star na vida.

Disparado uma das melhores coisas que aparecem no mundo lá pelo meio dos anos 80 foram os Fine Young Cannibals, que largaram com um primeiro disco brilhante, um segundo arrasador e…acabaram. Roland Gift -o vocalista dos canibais- era o suprassumo do cool naquele momento e também tirava onda de ator. No link, Sammy and Rose, que rolou por aqui em algum festival do Rio.
Jorane Castro stop tem mais o que fazer stop e por isto anda stop telegráfica stop comigo.stop. Esta semana mandou mensagem no zap: Tá bonito Fabiano! Escuta aí! stop o Baile do Mestre Cupijó. Claro que eu escuto, claro que tá bonito, claro que tá por aqui com participação de Dona Onete.
stop
Upa Neguinho, Upa Edu Lobo, upa Etta James de novo, ops Alaaska e sua música para piscinas e eu até tentei saber algo sobre o cara além do texto básico release mezzo caô mezzo pacote de influências que aparece no spotifai. De vez em quando é mais fácil descobrir o segredo da vida eterna do que conseguir informações musicais na rede.
De qualquer modo segue uma informação musical que encontrei na rede: Encarnado, disco porrada nas fuças de Juçara Marçal tá fazendo 10 parachoques. Segue obrigatório.
Stephen Ulrich poderia facilmente fazer uma ponta como oficial da SS em algum filme de guerra. Mas o cara é guitarrista de blues e mora em Nova Iorque. Mas se eu fosse produtor de elenco…Iyeoka Okoawo nasceu na Nigéria e vive nos USA, é poeta, cantora, ativista, educadora e palestrante de teds e antes de ser tudo isto era farmacêutica. God bless America. O release da Izo Fitzroy diz que ela combina uma voz poderosa com canções honestas. No release tic tok do meu coração, ela é umas cantoras mais fodonas dos últimos tempos e sempre que cola, tem música dela por aqui.
The Mavericks com Sierra Ferrel (outra que tem dado pinta por aqui) pra mudar os ares.

On Green Dolphin Street foi tema de um filme que nunca vi, mas que tem toda pinta de dramalhão. E se o filme é mais ou menos, a canção A Rua dos Golfinhos Verdes virou uma das preferidas de nove entre dez jazzistas. Miles Davis, Ramsey Lewis, Vince Guaraldi e Meirelles com os Copa 5, são alguns que lembro de orelhada. Na corda de hoje, a versão de Bobby Hutcherson.


All day, all day, all day, all dayyyyyeeeeeee na suavidade com War, Nêga, na nem tão suave Londres de Gilberto Gil e um momento bagaceira chinelagem vadia com Prince (o rei das vadias e dos vadios), Clara Valverde (irresistível), Flu e Carlinhos Carneiro e MartinMartin. Flu e Carlinhos andam super afiados: estou esperando uma chance de pintar um romance fora do aplicativo, pois eu não sou bom no xalalá online MartinMartin faz hoje o pop francês perfeito, usando todos os truques dos anos 70, quando ainda se podia ouvir nas rádios algo como chaaaanssson lamooooouuuuur…tchá tchá rá tchá rá… Quando querem, os franceses sabem ser bem chinelos bokomokos, xangai diria o sued. martanmartan é classe.

Pra seguir no idioma e mudando de continente: Amadou & Mariam, Mali com Senegal com Rio de Janeiro com Manu Chao, mudando de continente e seguindo nas matrizes com Buster Brown , mudando tudo com Gary Corben e chegando no samba bacana que tira o sono da Dona Rosa, que apareceu com penhoar de plush pra perturbar o Sarau em Copacabana de Andréa Dutra que lançou agora mesmo o disco 50+ na companhia de Ana Costa, Crikka Amorim, Germana Guilherme e Patricia Mellodi. Oh Dona Rosa, vai catar coquinho!

Velvet Underground, The Montgomery Express, Sister Souljah (outra porrada) Asha Puthli (outra que sempre que pode aparece por aqui), Yin Yin banda mezzo picareta mezzo frequência modulada e ondas curtas holandesa, dica do sempre novidadeiro e homologador mor da nação, Carlos Eduardo Lima.
Lou Reed. Garbage. Nick Mason (que na verdade é quase Robert Wyatt e foi dica do Emilio Pacheco). Nada a declarar.
Tupiniquim é de São Caetano, Shamus é de Toronto trás dos montes, Llingswoth de Detroit, Black Mantra de São Paulo, Malcolm John “Mac” Rebennack, vulgo Dr.John de New Orleans e a banda Sexto Sol tem gente de toda latinoamerica y europa mas eles são do planeta São Tomé das Letras.
Lloyd Cole and the Commotions, Milton Nascimento e uma do disco novo do Kevin Johansen que acabou de sair do forno (tem até amada amante).
Na curva com Silvia Machete e Maria Luisa Jobim e Massive Attack
Nos 100 metros finais com Linton Kwesi Johnson, Oracle Sisters e Wado.
Cabeça com cabeça com The Beatles, David Byrne e Jalen Ngonda.
Etta James cruzando a linha de chegada, porque na corda, quem abre também fecha os serviços.

Que Portugal não pise no tomate hoje e que os amarelinhos que apoiam a direita tenham caganeira e não consigam sair de casa pra votar. Chegamos neste estágio: somos exportadores de eleitores fascistoides.
Macacada! Como sempre digo por aqui, e digo de novo, e de novo e de novo: a corda bamba precisa de apoio, it means, quer dizer, marafo, dindim, mufumfa, cacau, grana, money money makes the world go round, redondinho redondito no cofrinho. Portanto, quem puder, assine na corda nos botões lá embaixo. Ou façam um pix de qualquer valor, vejam bem, qualquer valor para a chave fabpmaciel@gmail.com
a foto da capa de hoje eu tirei na av.jabaquara, a moto suporte pra banner chinelo.
LINKS! LINKS! E MAIS LINKS!
etta james em são paulo em 1978:
john holt e a gravação original de i don’t wanna see you cry:
sobre larry harlow:
o filme que batizou a banda:
os jovens canibais em ação:
sammy and rose
o baile stop do cupijó com stop dona onete:
o instagram do alaaska:
https://www.instagram.com/alaaska_musicforpools
o ótimo clip de martinmartin:
aprovados pela rainha: saiba como funciona
A PLAYLIST!

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