Na Corda Bamba chegou neste momento cheio de significados significantes.Chegou nesta efeméride que quer dizer tudo e não quer dizer chongas. Nesta magnífica, ensolarada e quente quinta-feira, 16 de outubro, direto do bairro da Saúde em São Paulo, a edição 171 deste blog pilantra e requebrante chega na rede. Cheia de amor pra dar, cheia de preguiça e cheia de vontade de mandar uma meia dúzia de arrombados pastarem. Portanto, teremos um pouco de tudo isto nesta edição pra lá de especial, que também homenageia os professores.

Começamos com o Escaravelho do Diabo. Eu nem era nascido quando a Lúcia Machado de Almeida publicou a história em capítulos na revista O Cruzeiro. Eu não li o livro nos anos 70-80, quando ele virou best-seller adolescente pela Editora Ática. Marrento e metido, pulei do Para Gostar de Ler direto pra Coleção Nosso Tempo, que publicava Roberto Drummond, Murilo Rubião, Abel Silva, Moacir Scliar, Antonio Torres, Clarice Lispector e outros bambas. Pulei porque as capas do Elifas Andreato eram como anúncios luminosos. Perto das capas do Elifas, a Coleção Vagalume parecia brincadeira de criança. Não entendia lhufas, boiava em várias águas pantanosas, mas, de um jeito ou de outro, aqueles livros densos, confusos, paranóicos e levemente neuróticos, me serviram pra tirar onda em mesa de bar alguns anos mais tarde. Olha, ele conhece este escritor…Já lí. Ninguém precisava saber que não tinha entendido porra nenhuma. Que tinha largado o livro na metade e que tinha decorado a entrevista com o autor, cheia de frases de efeitos, perfeitas pra repetir na mesa do bar. Corte e salto no tempo, de 78, 79 pra 2025. Antonio pega o Escaravelho na biblioteca da escola. Empurra o livro pra mim, que leio pra ele antes de dormir. Na sequência, Vicente, não satisfeito com a minha leitura, resolve ler sozinho. E ontem, quando o assunto aqui no cafofo da Santo Irineu foi a terceira idade, ele mandou na lata: tu é da turma dos caras velhos do diabo! Orgulho do papai, meu futuro pilantra do bem, salvando a corda mais uma vez.

Na mesma época em que eu achava que entendia os contos do Elias José, meu pai tinha uns primos que ainda pareciam estar na década de 50. Estou falando de lay-out mesmo, de visual. Não que meu pai fosse hype. Jamais. Nem hippie era. Mas tinha a cara de um pai de família classe média de 1979. Alguns primos dele, e seus filhos também, pareciam ainda estar em 1959. Cabelos curtos escovinha, óculos quadrados (nos anos 70, eles eram redondos), calça de tergal e sapatos vulcabras. Eu me sentia um diabo da tasmânia nos encontros familiares, que apesar do abismo, eram amistosos. Demorou um longo tempo até eu perceber que visual e visão de mundo não andavam obrigatoriamente do mesmo lado. Conheço uma dezena de moças cheias de piercings que mais parecem umas filhas de Maria. Uma centena de descolados que são mais reaças que seus avós. E com ou sem aparência de rebelde, chega uma hora em que viramos os tios velhos dos diabos, o veio chato pra caralho, que só aparece pra falar coisas chatas.

E aí começam as reflexões: até que ponto devemos relevar a juventude? Qual o limite entre a rabujice e o desencanto? Como fazer pra não deixar de perceber a infinidade de talentos possíveis e a quantidade de gente jovem que está botando pra quebrar em todas as áreas do conhecimento e da vida? Quantos estão fazendo exatamente aquilo que cabe a elas fazerem: arrombar a porta? Com todas estas perguntas batucando no coco, acho que de vez em quando tenho todo direito de não ter paciência nenhuma com a bundamolice reinante. De modo geral, atenção- de modo geral – acho esta geração blasé pra caralho. E nem pensem em defender a descrença em função da conjuntura. Nenhuma geração teve vida fácil. Conversando com a minha amiga Joyce, chegamos a um status quo denominador: a geração do pode ser. Vamos ao cinema? Pode ser. Vamos pedir uma pizza: Pode ser. Vamos pro Japão passar as férias? Pode ser. É a geração do efeito Kuleshov! A cara é a mesma em qualquer circunstância! É uma cara de cu sem pestana, anestesiada e tratada em berço esplêndido dentro de um quarto com banheiro privativo, televisão e computador.

Meu último filme está sendo exibido em algumas faculdades do país. Para mim está posto que não é um filme de entretenimento. Que os temas não são agradáveis. Que é um documentário e que muita gente nem considera documentário como cinema. Quando o Brasil era Moderno está sendo exibido em escolas de arquitetura. Os professores debatem, analisam, elogiam, criticam. Muitos alunos embarcam. Outros fazem perguntas e alguns poucos tomam coragem e questionam. É o jogo e neste jogo, o barco avança. Mas tem uma parte da rapaziada que está na sala com os olhos no celular e está ali porque precisa garantir a presença via QR-code no final. Rapeize… Se não quer ver, não entra! Vai pra esquina fumar um, tomar uma cachaça, ler um livro, dar uns beijos na boca de alguém. E se um filme sobre a sua área não te interessa, desculpe, troque de curso. Vai estudar moda, nutrição, veterinária, agronomia, odontologia. E deixe eu seguir falando como um cara velho do diabo para quem quer ser jovem mas não quer ser pode ser. É o que não. Que não é o que não pode ser.

Não me surpreende que os neonazistas tenham tantos jovens eleitores espalhados pelo mundo. Vou votar no pode ser. Aquele ali de bigodinho, aquele com cara de camarão, aquela que disse que vai fechar tudo. Pode ser…
Ontem foi dia dos professores. Tive alguns péssimos. Tive vários ótimos. Não terminei a escola por pura delinquência de adolescente. Santa estupidez. Meu pai era professor. Minha mãe foi professora. De escola pública. Ontem eu li que a atual reitora da USP (faculdade criada pela elite paulista nos anos 40 pra responder ao Getúlio, pra criar quadros que pudessem vingar a derrota de 32) acha que é desumano submeter os alunos a 4 horas seguidas de aula. Não tenho cacife pra questionar ou discutir a carga em termos pedagógicos. Mas sinceramente, não me comovo nenhum pouco com as 4 horas que os pequenos uspianinhos passam sofrendo todos os cinco dias da semana. A diarista da família leva pelo menos isto só pra chegar no trampo a tempo de arrumar o quarto do pimpolho, enquanto ele tá na sofrência, sobrecarregado com a carga horária do curso de letras ou de engenharia.
Também não posso deixar de dizer que tem uma turma na USP e da UNB mandando brasa e expulsando na porrada os cuzetas do mbl que semana sim, semana também, aparecem por lá pra pregar nos desertos do Butantã e do Cerrado. A eles, o meu fraternal abraço. Só um velho escreve algo como fraternal abraço.

Meu amigo Rafael Cardoso é um lorde. Veja como ele descreveu o prêmio nobel da paz deste ano:
Toda premiação é política, em maior ou menor grau. Isso é inevitável. Mas o Nobel é um resquício anacrônico do imperialismo europeu. Por que motivo ainda se outorga a um pequeno comitê escandinavo o direito de decidir quem merece ou não ser distinguido como benemérito da humanidade? Em 122 anos, o prêmio de literatura foi vencido 96 vezes por europeus (17 vezes por escandinavos), mas apenas seis vezes por asiáticos, seis por africanos e cinco por latino-americanos. Isso é representativo de quê? Se o Nobel quiser manter a relevância, precisa ampliar o leque de quem faz as escolhas. O prêmio da paz deste ano parece até escárnio.
Eu, enquanto um cara velho do diabo, só tenho a dizer o seguinte para os bacalhaus noruegueses que premiaram a Corina Machadinha: enfiem o nobel no cu. O prêmio está morto. A Europa está morta. Ela não sabe o que fazer: se entrega a raba pro Putin ou se paga um bola totoso pro Tramp. Em todos os casos, a Europa perdeu e a geopolítica do pós guerra foi pras picas.

Enquanto isto na cidade sorriso, a comandante Nadia Cotonecci, a cão de guarda do prefeito Tião Medonho (o abobado da enchente) convoca a polícia pra jogar bomba na população e nos vereadores que tentavam impedir a entrega do dmae, o departamento de água e esgoto da capital gaúcha para a iniciativa privada. Aonde o Tião vai, a Nadia vai jogando bomba atrás. Cuidar das bombas d’água da cidade, que é bom, necas. Privatizador não é gente.
Grandes acontecimentos cotidianos do bairro da Saúde. Domingo cedo, passo na esquina onde há uma loteria esportiva e vejo muitos volantes espalhados na calçada. A primeira coisa que me ocorreu foi uma tentativa de assalto, mas o portão estava abaixado. Não percebi que a sorte estava dando sopa pra mim e nem que eu estava muito próximo de pisar nela. Na segunda comentei com a moça do caixa. Já é a segunda vez que isto acontece. Na primeira vez eu ainda varri tudo e joguei no lixo. Desta vez, quando cheguei o vento já tinha espalhado tudo. Deve ser alguém querendo prejudicar a loja. Um cara velho do diabo é assim. Já começa a pensar em solucionar o mistério dos volantes jogados na porta da lotérica Caneco de Ouro. Apostei na teimosinha. Ganhei 7 pilas. Perdi 21.

Antes dos links: Estreia dia 04 de novembro, no Canal Curta! Série que dirigi com a curadororia da artista Rosana Paulino. RAIZ, ARTE AFRO-BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA. Em breve mais detalhes.
A imagem da capa desta edição mostra um verdadeiro ser na corda bamba, limpando a fachada de um prédio no bairro da Serra em Belo Horizonte. Eu tirei a foto da janela do hotel. Enquanto ele limpava, eu acordava. Mas a minha carga horária está muito desumana…
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A corda agradece a chegada da Regina Pessoa por aqui. No mais, sem anistia e se preciso, vamos pra rua obrigar o congresso a taxar a turma BBB. E ficamos na torcida pra que os venezuelanos não sofram com Tramp e nem com a cachorrinha premiada e ungida de dinamite.
Só o ensino público, gratuito e laico, salva. Viva os professores. Principalmente as professoras e professores dos meus filhos, que são ótimos.
Saravá.
LINKS! LINK! E MAIS LINKS!
porque não embarquei na vagalume em 79? a resposta está nas capas.


sábado tem:

A cordabamboleante Tatiana Maia Lins mandou no zap. Não lembro quem matou Odete vamos embora nos anos 90. E não faço ideia de quem matou em 2025. Mas teve uma moça que faturou um qualquer adivinhando o assassino e depois perdeu uma parte por causa da dona Zélia e do demônio Collorido:
Roberto Moura avisa e convida!
Queridxs amigxs ! Temos um convite muito especial
O Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica inaugura neste sábado 18 de outubro, às 15 horas, a exposição “Mosaico Getúlio Marinho, o Amor”, que apresenta ao público pela primeira vez o painel de mosaico em azulejo em homenagem a Getúlio Marinho da Silva (1889-1964), conhecido como “Amor”, pioneiro na gravação em disco de cânticos de religiões de matriz africana.
Esperamos vocês para desfrutar e compartilhar esse momento conosco!
Exposição “Mosaico Getúlio Marinho, o Amor”
Abertura: 18 de outubro de 2025, às 15h
Visitação: até 15 de novembro de 2025, das 10h às 18h
Local: Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica
Artistas: John Souza e Natalia Reyes Najle (Ateliê Cosmonauta Mosaicos)
Curadoria: Marco Antonio Teobaldo
Este BBB eu apoio!
Bill withers, Bobby womack e Buddy miles
o zodíaco de stockhausen e a explicação musical, matemática, quântica e filosófica (tá em inglês, eu não passei da segunda linha, mas acho que é legal)
https://www.karlheinzstockhausen.org/zodiac_supplement_english.htm
carminho e laurie anderson.
a carminho escreveu isto no seu instagram:
“Saber”, poema de Ana Hatherly
Quando encontrei este poema ele já escondia em si a música que fiz para ele. As palavras no papel são a partitura que Ana Hatherly deixou para mais tarde. O ritmo, a repetição, a beleza do êxtase final. E tudo o que nele se esconde vem submergindo pela voz encantadora de Laurie Anderson, revelando mais e mais sentidos, tanto para dentro como para o alto. Esta canção é um lugar que visito sempre pela primeira vez. Quando a guitarra de Coimbra do André Dias começa a soar, o tempo é outro e tudo recomeça. O poema descobre-se em parte. O resto fica para um dia, quem sabe..
Obrigada Laurie pela generosidade e beleza infinitas.
Obrigada Ana Hudson pela tradução reveladora.
Obrigada Ana Hatherly.
O nosso, o seu e o meu quase total desconhecimento das artes e letras portuguesas. Ana Haterly, nunca te li, nunca ouvi falar. Muito prazer.
um link com algumas obras dela. atenção nas colagens que ela fez com restos de cartazes da revolução dos cravos.
https://po-ex.net/tag/ana-hatherly/
e ao mesmo tempo, a tosquice avança na terrinha, graças, em parte, aos toscos brazucas que ruminam e cacarejam por lá. como todo mundo sabe, fascista não gorjeia, só zurra e muge:
na playlist # 145:


Abrindo os trabalhos com Indoor Fireworks, uma balada triste pacas de Elvis Costello (Everybody loves a happy ending but we don’t even try, We go straight past pretending, To the part where everybody loves to cry) Corta para a maciota de Ronnie Foster e seu órgão cheio de groovy e de cerveja mística, aquela que não é batizada pelos amigos do governador de São Paulo. Depois é pé na porta e Blue Note na veia e o melhor do jazz rebolante da transição 60-70, o cultural clash do bem, com Grant Green latinando em Dracula (atenção ao trumpete de gala de Blue Mitchell) e na sequência o monstro Cannonball Adderley apresenta o trabalho do sexteto de seu irmão caçula, o trumpetista Nat Adderley. O disco é uma viagem pelos signos do zodíaco, a mesma viagem que fez o cabeção Stockhausen compor as 12 melodias de Tierkreis , que quer dizer zodíaco em alemão. Em homenagem ao compositor, desde 2009, todo dia, ao meio-dia, a melodia do signo correspondente é tocada no carrilhão de 48 sinos que fica instalado na torre da prefeitura de Colônia. Hoje devem ter tocado a melodia de libra. E aqui na corda, o Schlagwerk Nordwest Percussion Ensemble toca a melodia de capricórnio.

Eu era um jovem que amava o Arrigo Barnabé e os Rolling Stones em 1982 quando a Eliete Negreiros lançou seu disco Outros Sons repleto de brincadeiras poéticas-atonais e de canções lindas como Sonora Garoa e As Time Goes By, que já circularam em edições anteriores da Corda. Mas hoje não tem sopa na casa da Maria, o lance tá pra lá de stockenhausen, então é outros timbres outros tons, outros ritmos, outros sons. Meia xícara de chá de azeite, duzentas gramas de linguíça calabresa, uma cebola picadinha e um pouco de salsinha é a receita do Macarrão com Linguíça e Pimentão que Rita Lee leu e musicou pra fazer no seu primeiro disco, o que os jornais faziam nos espaços censurados: colocavam uma receita culinária. Build Up, Rita! Grow Up, Lou! Mutantes e Velvet Underground passaram uns bons dois anos decidindo se a gente segue junto ou não, se você vai, eu fico, se você fica eu vou. Antes de explodirem, os veludos ainda mandaram pras lojas Loaded, um disco pica das galáxias, seminal, fundamental, abissal, pra usar expressões que os críticos musicais gostam de usar. Alguns discos jamais ficarão datados. Alguns discos são dos caras velhos do diabo!

Avante com Fellini e os segredos do polichinelo, você vem de cabelo molhado, de cara lavada, você vem de uma constelação, você é uma banda de krautrock de Munique, como o Karl Hector & The Malcouns, você é um rabequeiro de Olinda e assim como eu é Maciel, só que é Maciel Salu, você é Chalice, banda de reggae em Kingston pós Mr.Marley, você é Charlotte dos Santos, que nasceu em Oslo e é da Dinamarca, é do Brasil, é de Berlim e também está atrás do pote de ouro no fim do arco-íris. E pra encerrar esta chinfra de você é, você pode ter nascido em Toulouse, crescido em Dakar e perambular entre Dublin e Oakland (a nikiti de São Francisco) até finalmente sossegar o facho em Londres como a Annais.


Em frente com Edu Lobo, Soft Machine, Yves Jarvis, Jimi Tenor, um bis peiote de Eliete Negreiros, a bossa do Luiz Bonfá, o balaco do duo japonês P.A Rhapsodies, a cabeça perdida do Renato Medeiros, a banda com nome trocadilho quinta série na cara do gol, Say She She, o suíngue cebê de Lula Queiroga e o balaco psicotrópico dos Secos & Molhados. O soul ponto chic de Gene Harris & The Three Sounds e a mesma música remixada pelo dj Madlib. Adiante com na mistura fina com Dry Cleaning, Fernando Abreu, Sessa, Odair José (totalmente cb) e um bis de Luiz Bonfá. Suíngue e mistério com Don Was, Medeski, Martin and Wood, Tangerine Dream, o repeteco de Karl Hector & The Malcouns, a estreia de Madala Kunene e a volta à corda da beleza, lindeza, boniteza total de From the Begining com o trio Emerson, Lake and Palmer



Um americano na Espanha, Luke Winslow-King, um americano se purificando nas águas de um rio qualquer, Immanuel Wilkins, um encontro belo e inesperado: Carminho e Laurie Anderson. A corda cruza os últimos 300 metros com Timber Timbre, Bala Desejo, Luiz Melodia, corta um bolo, sopra a vela e canta os parabéns para os 90 anos de Claudette Soares, Nicolas e Tom, Agustin Pereia Lucena, The B-52’s, Big John Patton e encerra cabeça com cabeça com Nat Adderlay musicando o signo de Câncer e com seu Johann Sebastian Bach tocado por Glen Gould.

na playlist # 145
Elvis Costello # Ronnie Foster # Grant Green # Cannonball Adderley # Nat Adderley # Stockhausen # Schlagwerk Nordwest Percussion Ensemble # Eliete Negreiros # Rita Lee # The Velvet Underground # Fellini # Karl Hector & The Malcouns # Maciel Salu # Chalice # Charlotte dos Santos # Annais # Edu Lobo # Soft Machine # Yves Jarvis # Jimi Tenor # Luiz Bonfá # P.A Rhapsodies # Renato Medeiros # Say She She # Lula Queiroga # Secos & Molhados # Gene Harris & The Three Sounds # Madlib # Dry Cleaning # Fernando Abreu # Sessa # Odair José # Don Was # Medeski, Martin and Wood # Tangerine Dream # Madala Kunene # Emerson, Lake and Palmer # Luke Winslow-King # Immanuel Wilkins # Carminho e Laurie Anderson # Timber Timbre # Bala Desejo # Luiz Melodia # Claudette Soares # Nicolas e Tom # Agustin Pereyra Lucena # The B-52’s # Big John Patton # Johann Sebastian Bach tocado por Glen Gould
e a playlist # 145

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