na corda bamba 182 em uma edição cheia de coisas estranhas

No dia em que o filho da puta do Donald Trump mandou invadir a Venezuela eu acordei com uma preguiça filha da puta. Na noite anterior ao dia em que o filho da puta do Donald Trump mandou invadir a Venezuela, eu tive uma alergia filha da puta, tomei uma dose pra cavalo de um anti-alérgico e apaguei. Acordei com Vicente em cima de mim falando levanta, tá na hora! Levantei, fiz café e como prometido, fui com meus filhos pedalar no Parque das Bicicletas. Antes de sair de casa abri o celular e li que o filho da puta do Trump tinha invadido a Venezuela. A única coisa que eu podia fazer naquele momento era seguir com o combinado e levar meus filhos pra pedalar no Parque das Bicicletas. Nem a ducha fria, nem as três canecas de café preto forte e sem açúcar conseguiram diminuir a sensação de ressaca filha da puta que zunia na minha cabeça. O táxi demorou pra chegar, apesar do mapa mostrar que ele estava a apenas 1 minuto de distância. Quando chegou o motorista errou o caminho nos primeiros 5 metros e eu entendi que mesmo com a cabeça explodindo, eu seria o gps da corrida e entre um vire à esquerda na próxima quadra e depois entre à direita e novamente à esquerda, eu pensava que o pior da invasão da Venezuela, feita pelo filho da puta do Donald Trump, não tinha sido o escândalo da invasão, nem a linha que fora cruzada. Todos os cegos, profetas e Tirésias já tinham cantado a pedra. Todas as cartomantes, todos os pais de santo e todas as leitoras de cartas de tarô. Qualquer songa-monga com um mínimo de faro pra chuva forte e vento frio, já sabia que as regras da normalidade civilizatória tinham sido enviadas pra casa do caralho sem nenhum pudor ou arrependimento. A nova ordem foi pras cucuias com o Massacre dos Palestinos em Gaza, com o Nobel da Paz pra Maria Porcina do Pau Oco e segue indo pras picas com a informação controlada pelas big techs, empresas cujos CEOS apoiam totalmente o filho da puta do Donald Trump. Mas o que me deixava mais zonzo naquele táxi que ia devagar quase parando numa São Paulo vazia, era pensar que pior do que a invasão da Venezuela, seria ter que ler os jornais brasileiros, assistir os telejornais brasileiros e ouvir os comentários dos “opinativos” jornalistas brasileiros. Isto seria mais deprimente do que o Grêmio ou o Botafogo perderem uma final de campeonato. Eu pensava em todos os poréns, nos sorrisos mal disfarçados, no bigode do Merval, na baba salivante da Eliane, na cara de Tarcísio do Demétrio e na cara de cu sem pestana do Joel Pinheiro. Tentava imaginar como a Malu ia faturar, como a Mariliz e o Pondé iriam ruminar. O zumbido continuava na minha cabeça e eu pensava que mais deprimente ainda, seria ver as opiniões sensatas, ah, mas o Maduro é um ditador, ah, mas antes de tudo Maduro é um déspota. Puta que pariu, antes de tudo, todo centrista é um pau no cu. Não é por nada não, o site de jornalismo mais pau no cu do país, liderado por um mauriçola pau no cu se chama No Meio. No meio do cu tem uma opinião sensata mofando e cheirando a peido molhado. Pra minha sorte, o táxi chegou no Parque das Bicicletas. E eu fui cuidar da vida.

Na playlist de hoje, algumas faixas de Strange Thing, que se passa em 1983, época de Mr.Reagan, o filho da puta que começou (junto de dona Margareth) esta merda toda.

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Saravá!

LINKS! LINKS! E MAIS LINKS!

Bjork ensinando como é que se faz (valeu zé josé):

trump resolveu que o kennedy center iria se chamar kennedy-trump center. a turma do jazz mandou um foda-se trump!

https://www.bbc.com/news/articles/c0r4wwplnd1o

https://www.theguardian.com/us-news/2025/dec/30/trump-kennedy-center-nye-band-cancellation

mariliz disse me disse que imperialismo é um adjetivo cafona. mariliz é xangai. no link, como os russos espionaram a embaixada americana em moscou por sete anos. a história é da pesada.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/ceq2wy9q8zwo

jornalismo pra quem não fica no meio:

como os imperialistas americanos (ai que cafona, diz a mariliz) articularam o golpe no chile.

e a sonora matancera:

na playlist # 156:

Eduardo Dussek, Dona Onete, Banda de Pífanos de Caruaru, Sebastião Tapajós e Pedro Sorongo, Ruben Gonzalez, Serenata Guayanesa, The Chordettes, The Band, JIm Croce, The Clash, Weird Al Yancovic, Manu Chao, Maciel Salú, La Sonora Matancera, Manduka, Jorge Mautner, Jadsa, Gilberto Gil, Luciana Pestano Tigra, Jon Batiste, Diana Ross, Toni Tornado, Yello, Devo, Kate Bush, Vandalismo, David Bowie, Musical Youth, The Surfaris, Siouxie and the Banshees, Lone Ranger, Hipbone Slim, The Cars, Huey Lewis & The News, The Doors, Ricky Nelson, João Donato, Thalma de Freitas e Amaro Freitas, Rosinha de Valença, Halie Loren, Vince Guaraldi, Un Solo Pueblo, Mae Arnette, Carmen Miranda, Nara Leão, Luiz Tatit e Luiz Bonfá.

E a playlist 156!