A televisão do elevador informa que o povo brasileiro é o sétimo mais feliz do mundo. O texto é ilustrado com a foto de um bloco de carnaval. É o milagre da nação, desde o lançamento de Raízes do Brasil e de Casa Grande e Senzala. Alegria é a prova dos nove e a nossa alegria, não tenho dúvidas nos salva da rola gigantesca que nos assombra dia sim, dia também. Só a nossa alegria nos faz seguir adiante depois do power point da mãe Sadi do Pactual… Semana passada escrevi que a guerra já tava rolando no bananal alegre. Foi alguns dias antes do power-point da Sadi. No futuro, quando um sobrevivente qualquer resolver entender o que aconteceu na República Federativa e Alegre do Brasil no mesmo ano em que os Estados Unidos e Israel começaram uma guerra apocalíptica contra a humanidade, se o cabra for sagaz, vai perceber que 2026 não começou depois do carnaval e nem depois da Copa que o Neymar não jogou. O ano começou mesmo, de verdade, com documento e firma reconhecida em cartório, no dia 20 de março, dia em que a editoria da Globonews fez uma reunião de pauta seguida por uma sessão mediúnica, onde baixaram vários espíritos de porco do plano astral e do plano terrestre abissal, esmegmas de almas penadas como Amaral Neto, Claudio Humberto, Ana Amélia, Diogo Mainardi e outros menos cotados. Também participaram do chamamento, os fantasmas de Collor, Castelo Branco, Plínio Salgado e Carlos Lacerda, além de tucanos de ontem, hoje e anteontem. Enquanto as assombrações perambulavam pelo estúdio I -nsalubre, estagiários da emissora corriam batendo cabeça com cartolinas, fios de linha, tesouras e tubos de cola tenaz, num transe psicografado sob as ordens de painho César Tralli Xavier que usou um molde da Revista Recreio como guia. No final do programa, todos tinham incorporado o jeito de corpo Dadallagnol de ser e de viver, ninguém foi de ninguém, mas todos os zumbis foram de beijo de língua e chupelê totoso em Flavio Bolsonaro. Ou Fla, para os íntimos. Quando a poeira baixou, os monitores da estação revelaram as palavras que vieram do além. Um documento tão antigo quanto as escrituras sagradas de Moisés. Um documento que estava na tumba de Ramsés e nos celulares de Daniel Vorcaro. Um documento que Na Corda Bamba revela aqui com exclusividade para toda a nação:

Na Corda Bamba vai virar revista digital e podcast! Nesta primeira semana de campanha, uma campanha de 8 semanas, já levantamos 4 dos 25k que precisamos para fazer o trem andar. Veja abaixo como vai ser e como apoiar. Saravá!


















Um super obrigado para Miguel Pachá, Tatiana Maia Lins, Renato Silva, Guilherme Vasconcelos, Leonardo Dourado, Lucas Bambozzi, João Costa, Marcio Pinheiro, Fabiano Nascimento e Carol Hanashiro que já estão balançando por aqui!
na playlist # 167

Prefixo vinheta Cidadão Instigado O Ponto de Partida + Fausto Fawcett com Chelpa Ferra, no novo disco Pesadelo Ambicioso, na náusea do absurdo brasileiro e quem ouvir vai descobrir que existe um Pó Sexual, ou o gozo com um pacote de Minerva. De Palavra em Palavra, porque Araçá Azul do umbigo do Caetano Veloso conversa com o fuzuê de hoje. E lá vem porrada, um morde assopra: DJ Shadow e Machito, MPB4 e The Dandy Warhols (disco novo, de covers, lindo), Benjamin Clementine, Don Julian & The Larks (espetacular!) Quicksilver Messenger Service, Steely Dan, Fagner, Camille Yarbrough (voltando pra corda), Hildegard Knef, Sylvia Telles, Nick Lowe, Ghetto Brothers, Jards Macalé, Sivuca, John Martyn, Joe Jackson, Maceo and The Macs, Sade, Forró in the Dark, Russo Passapusso, Ana Frango Elétrico, Sessa, Letuce, Eduardo Gudin, Mombojó, Marlon Magné, Gong (disco novo, atenção!), Woodie Guthrie, Ray Barreto, Grant Green, Tripa Seca, Os Diagonais, Alberto Continentino, Spirit, Ed O’Brien, o guitarrista do Radiohead, na dica de Carlos Eduardo Lima e The Specials encerrando a bailanta!
e a playlist # 167!

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