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na corda bamba # 185 edição especial de 3º aniversário cheia de bacanidades e obscenidades
De vez em quando eu me pergunto por que insisto nesta barca, já que o dinheiro é curto, o trabalho é insano e ninguém está apontando uma arma contra o meu pescoço e dizendo: escreva ou morra! Sobram, então, teimosia, vaidade, (in)sanidade e claro, algum prazer. ### Nesta edição de terceiro ano balançando nas redes:…
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na corda bamba 184 e o domingo se desintegrando na era de aquário
“Meu pai tentou matar minha mãe num domingo de junho, no começo da tarde.“ Assim começa Vergonha, livro de Annie Ernaux que eu peguei na Biblioteca Viriato Corrêa, aproveitando a semana do perdão das bibliotecas municipais de São Paulo. Devolva sem multa os que estão em casa e leve outros. Se não leu, azar é…
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na corda bamba 183 conversa com jessé souza sobre imperialismo, jornalismo e outras cafonices
Foi pelas redes que conheci o trabalho de Jessé Souza. Gosto dos títulos de seus livros, bombásticos, na mesma escola do historiador Hélio Silva e muito longe dos idiotas da objetividade: A tolice da inteligência brasileira: ou como o país se deixa manipular pela elite, A Elite do Atraso: Da Escravidão à Lava Jato, A…
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na corda bamba 182 em uma edição cheia de coisas estranhas
No dia em que o filho da puta do Donald Trump mandou invadir a Venezuela eu acordei com uma preguiça filha da puta. Na noite anterior ao dia em que o filho da puta do Donald Trump mandou invadir a Venezuela, eu tive uma alergia filha da puta, tomei uma dose pra cavalo de um…
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na corda bamba 181 pulando as sete ondas e passando por cima da crônica de uma morte anunciada + uma playlist cheia de camadas afetivas pra virar o ano de cabeça pra baixo e de papo pro ar
a verdade é um fantasminha camarada que você pode usar do jeito que quiser xavier, chico O ano novo era quase sempre na praia. Minha mãe garantia o pacote completo de mandingas e superstições: comer uvas, lentilhas, vestir uma cueca amarela nova e pular as 7 ondas. Meu pai garantia o champagne e liberava uns…
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na corda bamba 180 e o natal em que fui papai noel. e de havaianas.
Acho que foi em 2010. Fui passar o natal em Porto Alegre e minha irmã me intimou: você vai ser o Papai Noel. Dezembro na capital gaúcha a temperatura média à noite é de 38 graus. Não tive escolha. Bebi bastante, vesti a fantasia e antecipei em 15 anos a polêmica do momento, pois me…
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na corda bamba 179 e a arte de passar o pano na mesa da sala.
A pizza do jantar foi devorada. Recolhi os pratos e os talheres. Moço, pega um pano pra limpar a mesa? O moço levantou, foi até a cozinha, não encontrou o pano, pegou um pedaço de papel toalha, tascou um pouco de detergente e deslizou na madeira. Mas é assim que você vai limpar a mesa?…
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na corda bamba 178 e setenta e duas horas sem luz em são paulo
Olá, Endereço: R STO IRINEU AP 32Instalação: 85175579 Sabemos que sua região está sem energia. A previsão do restabelecimento é até 11/12/2025 19:14:36, mas esse horário pode ser ajustado dependendo da complexidade da ocorrência.Agradecemos pela sua compreensão. Para sua segurança, mantenha sempre distância de árvores e fios caídos nas ruas. Esta é uma mensagem automática,…
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na corda bamba 177 e a destruição da arquitetura
Semana passada teve exibição do Quando o Brasil era Moderno em Porto Alegre, como parte da programação do XVI Docomomo Brasil – O Futuro do Passado: arquitetura moderna viva e urbana. Para quem não sabe, DoCoMoMo é uma organização internacional fundada na Holanda com “a missão de documentar e preservar obras e lugares construídos e…
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na corda bamba 176 : a fuga dos galinhas, as despedidas de uma geração e uma entrevista com renata felinto, uma moça papo muito reto.
Jards Macalé era um dos músicos do Transa. Era o compositor das melhores canções de Gal Fatal. Que cantou com o Moreira da Silva no Projeto Pixinguinha, que organizou o Banquete do Mendigos e que junto com o Glauber foi abraçar o Golbery porque Golbery era o fiador da abertura lenta e gradual. Que tinha…