• na corda bamba 183 conversa com jessé souza sobre  imperialismo, jornalismo e outras cafonices

    Foi pelas redes que conheci o trabalho de Jessé Souza. Gosto dos títulos de seus livros, bombásticos, na mesma escola do historiador Hélio Silva e muito longe dos idiotas da objetividade: A tolice da inteligência brasileira: ou como o país se deixa manipular pela elite, A Elite do Atraso: Da Escravidão à Lava Jato, A…


  • na corda bamba 175 verso, inverso e transverso. Uma entrevista com Helô Sanvoy

    Helô Sanvoy tem fala e jeito manso. Deve ser coisa de quem nasceu em Goiás. Num dia quente e nublado de janeiro de 2024, ele pegou o metrô, depois o trem e foi nos encontrar no ateliêr de Rosana Paulino. Oficialmente, foi a primeira gravação da série Raiz, Arte Afro-Brasileira Contemporânea. A ideia era simples:…


  • na corda bamba 173 e a estreia da série raiz: arte afro-brasileira contemporânea

    Em 1923 o artista Lasar Segall mudou-se definitivamente para o Brasil. Um de seus primeiros trabalhos por aqui foi a série Mangue, um conjunto de desenhos e gravuras retratando a mais concorrida zona de prostituição do Rio de Janeiro naquela época. Em 1944 a série foi publicada em um álbum que ficou famoso não pelo…


  • na corda bamba 169 e o filme obstrução que armei com jorgen leth

    Eu ia escrever sobre o CineBH, onde estive semana passada junto do ninja Di Moretti e do novo chapa Alexei Abib. Ia falar da profecia de Amós que me intrigou depois de ver um padre franciscano citando ela no sermão. Sobre o meu hd externo que pifou, sobre o metanol nos bares e a cachaça…


  • na corda bamba em uma avenida cheia de buracos chamada brasil

    Antonio dez anos. Nasceu dois dias antes do aniversário do meu pai, ele dia 30 de março, meu pai no primeiro de abril. O avô do Antonio se foi poucos meses depois que ele chegou, portanto, dez da chegada do Antonio e quase dez da partida do Francisco. Enquanto escrevo, o julgamento do Jair tá…


  • na corda bamba e o noticiero cubano

    Acordo bem cedo e disposto a gastar uma hora na esteira e quem sabe começar a perder uma parte, mesmo que modesta da minha pança que não para de crescer, sempre incentivada, paparicada e saciada por quantidades muito acima da média de cervejas, sanduíches com bacon, doces e tudo aquilo que os nutricionistas jamais recomendam…


  • na corda bamba crescendo nos anos 70 entre vacas voadoras,claudias,xavieras e cassandras.

    Nasci em 1965. Portanto, grande parte do quase tudo que sei da vida foi aprendido ao longo da década de 70. Crescer numa família de classe média nos anos 70 significava entrar a década com o Monteiro Lobato e Edy Lima e terminar com Harold Robbins, Cassandra Rios e Xaviera Hollander. Monteiro Lobato dispensa apresentações.…


  • na corda bamba 88 (com a playlist 58) – um ano balançando por aqui e por ali.

    Meu pai me levou algumas vezes pra ver os barcos saindo pelo Guaíba na Procissão dos Navegantes, que acontece em Porto Alegre todo dia 2 de fevereiro, dia de Iemanjá. A Santa saía da Igreja do Rosário e dava um rolê pelo centro da cidade, que agora se chama centro histórico, mas nesta época era…


  • na corda bamba playlist 50 IA the world, IA the children e pra 51 só falta uma dose de cachaça.

    Fui bem cedo pro supermercado comprar o almoço, o lanche dos guris, o sabão em pó e outras bobagens e voltei faceiro, porque classe média volta faceiro quando consegue comprar a merenda e o amaciante, a granola e o detergente, cantarolando mentalmente Old Man do Neil Young, e reclamando, mentalmente, porque o Neil Young não…


  • na corda bamba fish & shits cheia de chips & tips

    A mexicana Liora Spilk Bialostozky precisava fazer seu filme de graduação. Pensou no designer surrealista Pedro Friedeberg, artista que cresceu vendo nas paredes da casa de sua avó. Vaidoso, o último integrante de uma trupe de famosos rabugentos aceitou ser o personagem do documentário. E para quem assiste o filme: não importa se você vai…