• na corda bamba # 188 dando corda para rafael cardoso e para a arte brasileira quadro a quadro.

    Algumas histórias começam antes do nada. Antes do conceito, do projeto e do dinheiro chegar. Antes do mar se abrir e do trem passar. Nos anos 90 conheci Marcos Guttmann, um sujeito grandalhão, bem arrumado, cara de bom moço, que mais parecia um jovem de futuro promissor em alguma corretora de valores no centro do…


  • na corda bamba #186 e a cabra-cega das palavras aleatórias

    Aos 27, Miss Brasil Café equilibra maternidade e trabalho no agro: “É um privilégio”. A frase aparece em destaque na tv do elevador, junto com a foto de Karoline L. sentada entre sacas de café do cerrado mineiro. A loira veste jeans e ostenta orgulhosa a coroa na cabeça junto com a faixa de miss…


  • na corda bamba 177 e a destruição da arquitetura

    Semana passada teve exibição do Quando o Brasil era Moderno em Porto Alegre, como parte da programação do XVI Docomomo Brasil – O Futuro do Passado: arquitetura moderna viva e urbana. Para quem não sabe, DoCoMoMo é uma organização internacional fundada na Holanda com “a missão de documentar e preservar obras e lugares construídos e…


  • na corda bamba em alta octanagem e longe dos caboclos que só baixam com destilados

    Vicente me olha e pergunta: você sabia que numa cidade da França, ela tem um nome que termina em burgo…Estrasburgo. Isto. Há uns quinhentos anos atrás, uma mulher começou a dançar na rua, e ela não parava de dançar, e outras pessoas começaram a dançar junto com ela e depois mais e mais pessoas começaram…


  • na corda bamba 163 no encontro das águas

    Receita para fazer uma novela turca: Aposte o máximo possível nos arquétipos do bem e do mal e exagere nos antagonismos estéticos e afetivos. Obrigatório: a heroína (linda), o herói (galã) e os vilões e vilãs (quase sempre feios, pero sempre sedutores). Também obrigatório: mocinhos e vilões portando bigode ou barba lenhador paul bunyan século…


  • na corda bamba 162 e as anonimidades cotidianas

    Sábado, 9 horas da manhã numa lanchonete da Borges Lagoa. Tomo um expresso enquanto leio o Jéferson Tenório. Uma música muito boa começa a tocar. Olho pra trás, a televisão mostra um conjunto latino, todos 60 pra cima, todos em traje de gala. Demoro a sacar se eles são da bailanta ou de jesus. Talvez…


  • na corda bamba 157 e as ruas e as pessoas que insistem em viver no passado abestado.

    No reino encantado da Vila Madalena existe uma rua chamada Purpurina. Também existe a rua Harmonia, a Girassol e a Wizard (que o povão sabidamente chama de Uizárdi). No meio de tanta psicofofurice, existe uma rua chamada Rodesia. O fato desta rua ter sido batizada assim não surpreende. O inacreditável é ela continuar emplacando este…


  • na corda bamba 155: tá pensando que tudo é futebol?

    Semana passada a gripe deu bom dia, boa tarde e boa noite. Resultado: a agenda foi pras picas. A capricorniana que divide a vida comigo não se comoveu: ainda bem que tu tomou vacina, e se a tosse não tá passando, upa neguinho na estrada, upa na diogo de faria pra lá e pra cá.…


  • na corda bamba 150 me deixa no seu radar que eu quero aparecer.

    Me deixa no seu radar, disse a moça que passava por mim na pista do Ibirapuera, conversando no seu celular, caminhando e cantando no modo fitness & business, vem, vamos embora que esperar não é saber, quem sabe faz papo reto e negocia em qualquer hora, e agora são 14 horas de uma quarta-feira ensolarada…


  • na corda bamba consertando o buraco por onde a chuva entra

    Tem filme novo de Denys Arcand na área. O Testamento. Ainda não vi. Certamente vou gostar. Na verdade, já gostei mesmo sem ter visto. Arcand não faz cinema. Faz serviço de utilidade pública pra quem quer pensar um pouco sobre o estado das coisas. Ou pra quem está absolutamente perdido com o estado das coisas…


  • na corda bamba e o noticiero cubano

    Acordo bem cedo e disposto a gastar uma hora na esteira e quem sabe começar a perder uma parte, mesmo que modesta da minha pança que não para de crescer, sempre incentivada, paparicada e saciada por quantidades muito acima da média de cervejas, sanduíches com bacon, doces e tudo aquilo que os nutricionistas jamais recomendam…


  • na corda bamba submersa + playlist 71 e pra 171 falta 100 e se a canoa não virar a gente chega lá.

    uma edição elegante e gentil, daquelas de deixar glorinha kalil e constanza orgulhosas e ruborizadas. sou reconhecido e admirado por minha finesse e elegance e muitos me procuram porque sou praticamente um manual do instituto rio branco. é sabido que nesta página impera o bom senso, a reflexão isenta e o caminho do meio. aqui…


  • na corda bamba sentado na calçada do mcdonald’s do leblon + playlist 70

    Tudo começou com um pequeno comentário de uma amiga na rede: ela estava aflita com a cena de duas mulheres brancas que estavam sentadas na porta do McDonald’s do Leblon, com as malas empilhadas na calçada de pedras portuguesas. Minha amiga estava sensibilizada com o empobrecimento fulminante da população, já que agora não é só…


  • na corda bamba playlist 62 com um potinho de anhanha e um quatrilho da seita da estrela solitária no campeão de quase tudo

    Domingo passado bateu aquele velho bode preto mal-estar coisa ruim dos infernos que é ver as hordas amarelejas ruminando na Av.Paulista. Não importa se eram 10 ou se eram 200 mil. É impossível não se incomodar com a cantilena e não temer – bato 50 vezes na madeira- uma volta da turma do vivendas (e…


  • na corda bamba fish & shits cheia de chips & tips

    A mexicana Liora Spilk Bialostozky precisava fazer seu filme de graduação. Pensou no designer surrealista Pedro Friedeberg, artista que cresceu vendo nas paredes da casa de sua avó. Vaidoso, o último integrante de uma trupe de famosos rabugentos aceitou ser o personagem do documentário. E para quem assiste o filme: não importa se você vai…


  • na corda bamba playlist 31, dando um rolex por aí com sapato vulcabras, aquele que dura mais

    Não se assuste pessoa, se eu lhe disser que a vida é boa, tá tudo jóia, mesmo com o ridículo que é quebrar o dedo mindinho do pé fazendo faxina. Agora serão pelo menos uns 60 dias sem rolê nenhum, sem caminhada de havaiana, sem corrida de tênis, não tem gastar a sola do sapato,…