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na corda bamba 179 e a arte de passar o pano na mesa da sala.
A pizza do jantar foi devorada. Recolhi os pratos e os talheres. Moço, pega um pano pra limpar a mesa? O moço levantou, foi até a cozinha, não encontrou o pano, pegou um pedaço de papel toalha, tascou um pouco de detergente e deslizou na madeira. Mas é assim que você vai limpar a mesa?…
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na corda bamba 121 pensando e pensando e pensando na alice e o prefeito, no último pub e no verissimo.
“Sempre teremos Paris” é a frase do Bogart pra Ingrid Bergman em Casablanca que continua servindo pra muita gente: pro turista embasbacado, pra madame deslumbrada, pro refugiado político, pro corrupto foragido, pro imigrante, pro estudante e pro casal sonhador. Serve pra quase terminar um filme, serve pro Woody Allen e pra Emily que não serve…
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na corda bamba encharcado de muita raiva e tristeza
Converso com meu amigo Tagore, um amigo sempre apocalíptico, nunca integrado. No telefone ele canta Maria Bethânia, do disco mais melancólico -e dos mais bonitos- de Caetano Veloso: Everybody knows that our cities were built to be destroyed [Todos sabem que nossas cidades foram construídas para serem destruídas]. A conversa segue a barca da perplexidade,…
