na corda bamba 164 entrevista márcio pinheiro um jornalista bagual e cordial

Conheci Márcio Pinheiro na adolescência, apresentado pelo meu primo Marcelo. Era uma conexão musical e uma desconexão futebolística, pois assim como o meu primo, o Márcio sempre foi um colorado doente, doença esta, no caso dele, hereditária e cartolária, uma palavra que não existe mas que se aplica. Depois nos encontramos rapidamente no Rio, ele voltou pra Porto Alegre e na última década criamos o hábito de trocar ofensas semanalmente pelo whatsapp. O cara virou um jornalista que o Sérgio Augusto gosta e respeita e, se eu fosse ele, mandava imprimir no cartão de visitas: amigo do Sérgio Augusto. Márcio tem um texto claro e econômico, mas com bossa. Isto é difícil pacas. Nos últimos anos lançou livros sobre o Pasquim, sobre Chico Buarque e a censura, recém lançou um sobre o Paulo Sant’ana e já está pra lançar outro sobre o Fernando Gasparian. Pra quem não mora no Rio Grande, explico: Paulo Sant’ana era um grêmista doente, comentarista de tv, rádio e cronista na Zero Hora (o jornal representante do PIG no estado, os outros também são, mas são tão nanicos que representam o piguinho). Márcio é a personalidade mais próxima da Márcia de Windsor que eu já conheci, ele consegue ver um lado bom num monte de gente que eu já teria enviado para as masmorras. Imagina só, ele ainda acha que o Roberto Freire e vários outros do antigo MDB são políticos respeitáveis. Quando ele me fala estas barbaridades eu respiro fundo, faço de conta que ele só diz tamanha besteira pra me sacanear (provavelmente sim, mas tenho certeza de que ele acha o miserável do RF um sujeito respeitável) e lembro que o cara é casado com a Cássia Zanon, jornalista e tradutora supimpa e que, ainda por cima, toca junto com ele o site AmaJazz. Se a Cássia casou e o Sérgio Augusto gosta, quem sou eu…No mais, tentei jogar algumas cascas de banana pra ele nesta conversa. Ele tirou todas de letra. Na Corda Bamba # 164 está na rede. Saravá

FM: O Paulo Sant’ana era uma das figuras mais contraditórias da imprensa gaúcha. Como torcedor, um ótimo doente. Adoro torcedores parciais. Como escritor, capaz de ótimas crônicas cotidianas, como opinador, um desastre branquelejo.

MP: Então vamos lá nessa primeira pergunta cheia de etapas:
Sim, Sant’Ana era torcedor e parcial. Ainda bem. Também adoro os que têm lado. Não consigo ver nada, por exemplo, Portuguesa X Ponte Preta, sem tomar posição. Mas fazendo o livro do Sant’Ana, concluí que ele era menos “doente” do que demonstrava publicamente. E também que era um grande gremista, mas que não era tão anti-colorado.
Escritor ele nunca foi. Só lançou livros que eram coletâneas das suas crônicas. E os livros não repetiram o sucesso das crônicas. Minha tese: no caso do Sant’Ana, as crônicas eram fruídas de imediato. Depois, quando publicadas em antologias, elas perdiam o mesmo impacto e nunca alcançavam a mesma dimensão de sucesso, de reconhecimento e de apelo popular. Sant’Ana ficou devendo uma obra de maior fôlego. Não sei se ele conseguiria, mas deveria ter tentado.

FM: Mas vale lembrar que eu gosto muito de ver jornalistas brigando entre si, como faziam no Sala de Redação. Quando a receita da jogada desandou de vez?

MP: O Sala teve várias virtudes. A primeira delas, o ineditismo. Um programa de rádio que levava ao ar as discussões que ocorrem dentro de uma redação de jornal. Isso foi fantástico. Outra virtude foi o elenco: que outro programa conseguiria reunir talentos como Paulo Sant’Ana, Ibsen Pinheiro, Ruy Carlos Ostermann, Wianey Carlet, Kenny Braga, Antônio Britto, Cláudio Brito, Lauro Quadros… Só esses nomes já facilitam muita coisa. Mas não por acaso, os atritos eram frequentes. Aí a melhor definição está na frase do Sant’Ana: “Aqui todas as brigas são reais. Fingidas são as reconciliações”.

coloco aqui o áudio de um sala de redação onde sant’ana e seu inimigo colorado trocaram gentilezas. na foto, sant’ana é o de bigode. quase todos os velhinhos são reaças, independente de time. durante um tempo, o programa teve jovens reaças como o gremista david coimbra. mas tenho que admitir: ainda prefiro esta turma falando sobre futebol do que os mauriçolas que falam assistência e que acham que o jogo começou em 2010 na espanha.

FM: Ainda sobre o Sala: o jornalismo esportivo, assim como todo o resto, no Rio Grande, tem o gauchismo como ingrediente. Eu lembro que os jogadores de fora, principalmente rio-sp, mesmo os craques, só se criavam na bagualândia depois de comer muita grama…

MP: A imprensa gaúcha, como um todo, é muito bairrista – que outra imprensa cita tantos exemplos locais em suas reportagens. Nesse contexto, o Sant’Ana foi o maior fenômeno desse bairrismo: um cronista com um alcance fantástico aqui no RS, mas sem a mesma dimensão acima de SC. Ele, por exemplo, também reconhecia a grandeza de um Luis Fernando Verissimo. E como não conseguia se equiparar à respeitabilidade e ao alcance nacional de Verissimo – grandeza essa traduzida em milhões de livros vendidos e na criação de personagens que grudaram no imaginário popular, como o Analista de Bagé e a Velhinha de Taubaté – Sant’Ana se apegava no terreno onde se saía melhor: nas páginas de Zero Hora. Mas não é só a imprensa que é bairrista. Todo gaúcho é bairrista. E daí eu concluo que o bairrismo é igual ao colesterol: tem do bom e tem do ruim. Um dia ainda apresentarei a ti uma antiga e revolucionária tese que tenho: Porto Alegre é a melhor cidade do mundo. Tão boa que – sempre argumento isso com quem fala em viajar – nas férias e nos feriados é até melhor ficar por aqui. Além disso, com exceção do metrô, tudo que existe em qualquer metrópole do planeta, tem (melhor) em Porto Alegre.

FM:….não comentarei…É possível viver de jornalismo em Porto Alegre?

MP: Olha, cada vez mais venho acreditando que seja impossível viver de jornalismo em qualquer parte do mundo, salvo as raríssimas exceções de estrelas da profissão, essas sim muito bem pagas – e nem falo de muitos influencers. Mas, pelo menos no meu caso, venho conseguindo viver dignamente do ofício que escolhi há mais de 35 anos: escrever. Ainda não cheguei no objetivo maior de só escrever sobre o que eu quero com o prazo que melhor me aprouver. Mas, olhando ao redor, não tenho muito do que me queixar.

FM: É possível viver longe da RBS no RS?

MP: Longe em que sentido? Sem trabalhar na RBS, eu estou há mais de 15 anos, depois de passar por lá em três temporadas diferentes. Também trabalhei em quase todas as outras redações que existem em Porto Alegre – e até algumas que já sumiram, que, espero, não tenham desaparecido por minha culpa. Mas creio que a RBS cumpre um papel relevante. Ainda leio ZH e acompanho programas na rádio e na TV.

manchetes que gostei de ler na zh

FM: Quantos jornais existiam na nossa adolescência?

MP: Nossa! Vamos contar, só entre os jornalões: Correio do Povo, Folha da Tarde, Folha da Manhã, Diário de Notícias, Jornal do Comércio e ainda as experiências efêmeras do Hoje e do Diário do Sul. E isso que eu não citei alguns nanicos, como o Pato Macho, alternativos de peso, como o CooJornal, e as sucursais de JB, Estadão, Gazeta, Folha, Placar… Era uma outra realidade, que nunca mais se repetirá.

FM: Por falar em imprensa oitentista, o livro em andamento é sobre o Opinião?

MP: Sim, centrado na vida do Fernando Gasparian, o grande diretor, idealizador e dínamo do jornal, eu pretendo recuperar não apenas a trajetória dele e do Opinião como a de outros produtos que vieram juntos: a revista Argumento, a editora Paz e Terra, os Cadernos de Opinião, os Ensaios de Opinião e a Livraria Argumento. Tem muita história (boa) a ser contada.

FM: O que o Opinião tinha de diferente, quero dizer, se a gente pudesse fazer um teste da farinha com os jornais, quais você escolheria: pasquim, movimento, opinião, versus, coojornal

MP: A comparação com o Pasquim – mais representativo e bem-sucedido editorialmente entre os símbolos da imprensa alternativa – é tão óbvia, quanto natural. Porém, ao contrário do irmão mais velho e mais escrachado, o jornal Opinião, desde o seu lançamento, veio para ocupar uma faixa própria, deixando bem claro o que o aproximava e o que o distanciava dos demais jornais. Sem a porra-louquice do Pasquim e sem o ranço esquerdista e sectário de muitos outros semanários alternativos da época, o Opinião era um jornal sóbrio como Fernando Gasparian, seu dono. Afrontava a ditadura de maneira séria e incisiva, sem fazer deboches. Desde a primeira edição, em novembro de 1972, até a última, 231 semanas depois, em abril de 1977, o Opinião nunca deixou de servir como uma frente plural e vanguardista em defesa da democracia, dos direitos humanos e da troca de ideias.

trio formador. eu lia,não entendia quase nada.

A maior identificação entre os representantes da imprensa alternativa estava no combate à ditadura. Opinião, assim como tantas publicações nascidas naquela época, era uma voz que surgia para engrossar os protestos da oposição. O momento, ainda que perigoso, exigia uma reação como aquela. E Fernando Gasparian teve sensibilidade para perceber e a audácia para agir. Sobre Movimento, vejo – em alguns aspectos – uma continuação do Opinião. Versus tinha muita proximidade com a argentina Crisis, comandada por Eduardo Galeano e que teve Eric Nepomuceno entre seus colaboradores. E CooJornal foi um dos grandes do Brasil, principalmente pela qualidade dos textos e reportagens. E como sou bairrista, destaco um aspecto importantíssimo: feito em Porto Alegre. E esqueceste um que eu adoro e que merece entrar nessa tua lista: o Lampião, comandado por Aguinaldo Silva.

coojornal e chico

FM: O Versus era graficamente o mais bonito. E o CooJornal era, para mim, o de mais fácil leitura. O Pasquim, obviamente, era o mais esporrante. Antes do Opinião você fez o livro sobre o Pasquim. Por que o Jaguar brigou com o Millôr, por que o Millôr brigou com o Ziraldo, por que o Fausto Wolf brigou com o Ziraldo, por que o Jaguar brigou com o Paulo Francis e quem comeu quem?

MP: Olha, não sei. Mas foram tantas brigas. Essas e muitas outras. Era muito ego reunido. Isso que tu não citou Ivan Lessa e o Tarso de Castro, dois grandes brigões. Ah, e todos – creio – comeram bastante.

FM: O que é verdade e o que é mentira?

MP: Do que escrevi, tudo é verdade.

FM: Qual foi o grande furo na sua pesquisa com o Pasquim?

MP: Furo no sentido de descoberta não houve nenhum imenso. Teve milhares de pequenas descobertas, que são as que mais me agradam. Adoro a micro história.

FM: Quem é mais bonito, o Chico Buarque ou o Millôr?

MP: Bonito e genial, o Chico. Mas Millôr é igualmente genial. Só no Brasil ocorre um desperdício desses: dois gênios trocando tapas e desaforos. Poderiam ter criado tanto se estivessem juntos. 

FM: Você foi do Pasquim pro Chico. O chico leu?

MP: Não tenho certeza. Enviado a ele foi. Com dedicatória. Espero que sim.

FM: AmaJazz, como é manter esta parada?

MP: É o meu trabalho voluntário. Me divirto, reúno dezenas de amigos, mas nunca ganhei um centavo.

FM: Se te pagassem pra escrever uma biografia do Sebastião Melo, qual seria o título? (Melo é o abobado da enchente que ocupa a prefeitura de Porto Alegre, um dos políticos mais obtusos do país)

MP: Esse projeto não está em cogitação. Nem da parte dele, muito menos da minha.

Também pedi ao Márcio pra escolher 51 músicas para uma playlist. Ele acabou listando 67 discos. Então eu resolvi fazer um mate com esta brincadeira e nesta edição teremos 2 playlists. Esta entrevista eu fiz já tem um tempo, mas como vivo atrasado, ainda não tinha postado. (a próxima, eu juro, é a do bamba Denilson Monteiro) Mas como o Jaguar resolveu ir tomar umas cachaças lá em cima, eu pensei que não podia deixar passar esta oportunidade.

márcio com a benção de jaguar

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os livros do márcio sobre o pasquim, chico e sant’anna:

um texto de márcio no amajazz sobre um bamba que partiu tem pouco tempo: perinho albuquerque:

um detalhe que não posso deixar passar: a música que abre o sala de redação é menina certinha, de durval ferreira e lula freire, na interpretação de eumir deodato e os tremendões. classe total.

um link especial. a página do jornalista marcos faerman, fundador do versus que tem as edições fac-símile do jornal.

http://www.marcosfaerman.jor.br/versus.html

grandes momentos do futebol:

trechos de personagens do futebol: série que fiz no início dos anos 2000 para o sportv, filmei um sala de redação ainda comandado pelo Ruy Carlos Ostermann, que ao contrário do resto da turma, nunca assumiu seu time: os gremistas achavam que ele era colorado e os colorados, que era gremista.

a lista dos 67 discos do márcio pinheiro:

Eu que adoro listas, resolvi fazer a lista mais completa – e também a mais idiossincrática – de toda a minha vida. São os 67 discos da MPB dos meus primeiros 15 anos. O número e a data de partida se explicam: trata-se do ano que nasci, 1967. O limite final, em 1982, também se explica: marca a explosão do rock brasileiro, movimento que pouco falou aos ouvidos, ao coração e ao baixo ventre deste ouvinte que já estava irremediavelmente vinculado à MPB. Também faço aqui com esta lista uma exaltação aos anos 70, década de intensa produção artística, especialmente musical, que acabou sendo subdimensionada por ficar espremida entre a merecidamente supervalorizada década de 60 (a da bossa nova, dos festivais, do tropicalismo…) e a – na minha opinião – exageradamente valorizada década de 80, do rock e seus subprodutos. Minha amiga Ana Maria Bahiana, outra fã dos anos 70, inclusive considera a década de 70 tão completa que ela poderia ser dividida em duas, com características peculiares e singulares tanto na primeira metade, quanto na segunda. Para deixar a lista mais ampla e eclética, escolhi apenas UM trabalho de cada artista. Daí ser uma lista extremamente pessoal e exclusiva, apresentada em ordem cronológica e com as devidos discos colocados na íntegra. Boa leitura e boa audição:

1. Baden Powell – Tempo Feliz (1967) https://open.spotify.com/album/1GXxqY9tkwUKEwoomwJXRq

2. Carlos Lyra – …E no Entanto é Preciso Cantar https://open.spotify.com/album/30hcakANWtR9xuTuCOXo75

3. Dom Salvador e Abolição – Som, Sangue e Raça (1971) https://open.spotify.com/album/6D52C2o93yMKyXqOiXRd3A?

4. Novos Baianos – Acabou Chorare (1972) https://open.spotify.com/album/5pIlMNPZh4D9iJSoCfMzGi

5. Erlon Chaves – Banda Veneno (1973) https://open.spotify.com/album/5TeohYdsTqkL0WjVGuUD75

6. João Donato – Quem é Quem (1973) https://open.spotify.com/album/6GEO5pSp3ojwIm9vZqTtRd

7. Marcos Valle – Previsão do Tempo (1973) https://open.spotify.com/album/4SrPTE9sLJTE8mpeWFUhRL

8. Samba da Bahia – Riachão, Batatinha e Panela (1973) https://www.youtube.com/watch?v=za3N95z–DIM

9. Edy Star – Sweet Edy (1974) https://open.spotify.com/album/6oPN5P2DxJBW1Kjrq42mZh

10. Jards Macalé – Aprender a Nadar (1974) https://open.spotify.com/album/1aa6zwHjAi1cOGzzIaLpvU

11. Elis Regina – Elis (1974) https://open.spotify.com/album/59lilxI9X0DiYdUygBLbx0

12. Johnny Alf – Nós (1974) https://open.spotify.com/album/5zs1kF8nMGzZKoWTiXc3KN?

13. Moacir Santos – Saudade (1974) https://open.spotify.com/album/3We243Gx3VD7ILsG8rk8IK

14. Raul de Souza – Colors (1974) www.youtube.com/watch?v=eKQ-tQvRK6s&t=596s

15. João Bosco – Caça à Raposa (1975) https://open.spotify.com/album/4kN4kVVwgQ9jOBlIRQ86NU

16. João Nogueira – Vem Quem Tem (1975) https://open.spotify.com/album/4eZhLzhO1C5svDPsImBG27

17. Vinicius & Toquinho – Vinicius & Toquinho (1975) https://open.spotify.com/album/5zAoWatE76XlEPFpqok5ew

18. Wilson Simonal – Ninguém Proíbe o Amor (1975) https://open.spotify.com/album/49MDngi8Qu6oQIFnRxuJmq

19. Chico Buarque – Meus Caros Amigos (1976) https://open.spotify.com/album/2LxncTIR5lf2dzoZb3QNC6

20. Luiz Melodia – Maravilhas Contemporâneas (1976) https://open.spotify.com/album/5xPNrY6HwxlqlLvpx0S9EA

21. Milton Nascimento – Geraes (1976) https://open.spotify.com/album/4bcGQUfEhpB3KfutM2L6XQ

22. Sérgio Sampaio – Tem que Acontecer (1976) https://open.spotify.com/album/01ZkxC2aitMJeDhEOHw4CR

23. Zé Rodrix – Soy Latino Americano (1976) https://open.spotify.com/album/2HV1OTwrFZx6GGSGxnqgge

24. Alcione – Pra que Chorar (1977) https://open.spotify.com/album/1batFaqce8LYVmGPVY1zKP

25. Banda Black Rio – Maria Fumaça (1977) https://open.spotify.com/album/7KoQPmHEfDU7Sf61BfkhgG

26. Carlos Dafé – Pra que vou Recordar o que Chorei (1977) https://open.spotify.com/album/0kwhUml3QMwRaA2LsWN0my

27. Elizeth Cardoso – Live in Japan (1977) https://open.spotify.com/album/5lLpyJ8lSZXuKydQN4fDuJ

28. Ivan Lins – Somos Todos Iguais Esta Noite (1977) https://open.spotify.com/album/0CLFNHrC421Jf5giscpRzg

29. João Gilberto – Amoroso (1977) https://open.spotify.com/album/2SQ2YrWlVLAZ05jogsM5bH

30. Les Etoiles – Piratas do Sentimento (1977) https://www.youtube.com/watch?v=gDEkfFEG01E

31. Nara Leão – Os Meus Amigos São um Barato (1977) https://www.youtube.com/watch?v=pM25qyAk8gk…

32. Doris Monteiro & Lucio Alves – No Projeto Pixinguinha (1978) https://open.spotify.com/album/72h7OS4pPNym51rmvUkuU6

33. Sueli Costa – Vida de Artista (1978) www.youtube.com/watch?v=8vbPipMwfMs

34. Tania Maria – Live (1978) https://open.spotify.com/album/3ON0qTFa6lGOA0FfyWWC9f

35. Zezé Motta – Zezé Motta (1978) https://open.spotify.com/album/2FSyYdwy8LqSB9YZ7uoXOT

36. Caetano Veloso – Cinema Transcendental (1979) https://open.spotify.com/album/64JvR5shy7j04mTiX0wfNp

37. Djavan – Alumbramento (1979) https://open.spotify.com/album/36jzUff862vun1dSzTpxP9

38. Gal Costa – Gal Tropical (1979) https://open.spotify.com/album/1Vjf7xPNvBhqKnAR4rAXR2

39. Gilberto Gil – Realce (1979) https://open.spotify.com/album/7dBoyhnlxf1DvmWxtgQPLr

40. Jorge Ben – Salve Simpatia (1979) https://open.spotify.com/album/3BnyTufnkSjPhllw6xIw3U

41. Maria Bethania – Mel (1979) https://open.spotify.com/album/3geZAccbzXDfsQf3R2gGu1

42. Moraes Moreira – Lá Vem o Brasil Descendo a Ladeira (1979) https://open.spotify.com/album/5PiK7cp7HuskLGgJSAsRvX

43. Ney Matogrosso – Seu Tipo (1979) https://open.spotify.com/album/6kgzmXWYUMxAW7wZpAgqTu

44. Pepeu Gomes – Na Terra a Mais de Mil (1979) https://open.spotify.com/album/2rjzLEMiaLYPBr4ByDJcgH

45. Simone – Pedaços (1979) https://open.spotify.com/album/3Kio2MgcyFofAVIDz06sSj

46. Zé Ramalho – A Peleja do Diabo com o Dono do Céu (1979) https://open.spotify.com/album/605ySuPUpIfb7BTkc6hQZD

47. Antônio Carlos Jobim – Terra Brasilis (1980) https://open.spotify.com/album/4BPCMvUseTVsYIlmrFhaTM

48. Baby Consuelo – Ao Vivo em Montreux (1980) https://open.spotify.com/album/2f8Esu92rRQvN6qVKSacc6

49. Boca Livre – Boca Livre (1980) http://www.youtube.com/watch?v=7VjxjwxqS18…

50. Edu Lobo – Tempo Presente (1980) https://open.spotify.com/album/7nNmqgCAdzQBfEgiz7GY72

51. Emílio Santiago – Guerreiro Coração (1980) https://open.spotify.com/album/5eLrarrUDJSvAYr1IbXdPC

52. Francis Hime – Francis (1980) www.youtube.com/watch?v=0fm4eemHJWY

53. Gonzaguinha – De Volta ao Começo (1980) https://open.spotify.com/album/12pkA9cGBjRylnty2lkBVg

54. Joyce – Feminina (1980) https://open.spotify.com/album/7ImYb6goMEMVVtt3FKokEi

55. MPB–4 – Vira Virou (1980) https://open.spotify.com/album/72wGhrjvW5Mt6kFzI1todY

56. Alceu Valença – Cinco Sentidos (1981) https://open.spotify.com/album/3wRvkApt8RSt4FpCqB8Rrg

57. Eduardo Dusek – Olhar Brasileiro (1981) https://open.spotify.com/album/7gZGAgcJLS6QiORizmCmW2

58. Jorge Mautner – Bomba de Estrelas (1981) https://open.spotify.com/album/113sW3W9JzCfs7tEjpBH0D

59. Kleiton & Kledir – Kleiton & Kledir (1981) https://open.spotify.com/album/6i25DnVvy9LFbVf7gZ7Jgc

60. Nelson Coelho de Castro – Juntos (1981) https://open.spotify.com/album/1FOBvThqxJ0tQ7UGNPaKeG

61. Premeditando o Breque – Premê (1981) https://www.youtube.com/watch?v=H0z7yFczWyg

62. Rita Lee – Saúde (1981) https://open.spotify.com/album/5zvIJc4CPmQhafWnvmd9UR?

63. Roberto Guima – Roberto Guima (1981) www.youtube.com/watch?v=1T1jzu–PkuM&t=2s

64. Alaide Costa – Águas Vivas/Canta Hermínio (1982) https://open.spotify.com/album/06hejzGKzaws4tSnoCUXRB

65. Angela Ro Ro – Simples Carinho (1982) https://open.spotify.com/album/30HWqHt9BRb1CTQtA8ysBg?highlight=spotify:track:6Gj6q3Xw9M7JBNPvWA0FbN

66. Nana Caymmi – Chora Brasileira (1982) https://open.spotify.com/album/24tHcBsuq9DYSJknAPLiJN

67. Paulinho da Viola – A Toda Hora Rola uma Estória (1982) https://open.spotify.com/album/1bnlrbfAYZgORpKPsBXnfh

e as playlists 136 e 137:

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