na corda bamba # 188 dando corda para rafael cardoso e para a arte brasileira quadro a quadro.

Algumas histórias começam antes do nada. Antes do conceito, do projeto e do dinheiro chegar. Antes do mar se abrir e do trem passar. Nos anos 90 conheci Marcos Guttmann, um sujeito grandalhão, bem arrumado, cara de bom moço, que mais parecia um jovem de futuro promissor em alguma corretora de valores no centro do Rio de Janeiro. Pois este sujeito fazia curtas radicais, em preto e branco, sem pressa e sem preocupação de estar esteticamente na moda. Tentamos dirigir um clipe, não lembro pra qual banda, acho que o Biquini Cavadão, mas a parada não foi adiante. Uma década mais tarde, num daqueles bares hypados que sempre fecham quando a moda passa, conheci o Rafael Cardoso, numa mesa com algumas artistas. Não sei como o assunto surgiu, mas o cara resolveu falar mal do Niemeyer e eu retruquei e o tempo fechou e eu fiquei pensando comigo que esta turma da ESDI tem bronca do Oscar porque ele cagava um balde pra Bauhaus e aí eu nunca mais cruzei com o cara, assim como também nunca mais fui beber naquele bar hypado de designer coxinha descolado. Alguns anos mais tarde, Marcos Guttmann me pediu ajuda pra tentar viabilizar um projeto de série pra tv. Inspirada em um livro chamado Arte Brasileira em 25 Quadros, de um historiador da arte chamado Rafael Cardoso. Hum…Isto presta? Tem certeza? A marra, quando abraçadinha na ignorância é capaz de nos levar para extremos perigosos de burrice. Por sorte, tem cura. Chamou minha atenção a visão original e crítica de Rafael em relação aos ícones consagrados do modernismo brasileiro, assim como a reavaliação de artistas que foram, de forma pejorativa, classificados como “acadêmicos” pelas gerações posteriores. O livro propõe uma leitura mais complexa e menos linear da história da arte brasileira, o que foi fundamental para a concepção da série. Estas palavras, como vocês podem perceber pelo itálico e pelo estilo, não são minhas, são do Guttman, que apesar de fazer curtas atrevidos, é um cara sério. Pessoalmente, o livro derrubou conceitos, certezas, arquétipos. Um livro onde Oswald de Andrade, um de meus heróis, é tratado com tapas e beijos. Levei um bom tempo pra assimilar os tapas, pra separar o que era fato histórico do que era paixão. Foi tão importante quanto ler A Querela do Brasil do Carlos Zilio. A série saiu em 2018 e agora, em 2026, finalmente estreou a segunda temporada. Como eu disse lá em cima, algumas histórias começam antes do nada. Foi entrevistando a Rosana Paulino em 2017 para esta série, foi deste encontro que surgiu a ideia de Raiz: Arte Afro-Brasileira Contemporânea. O mar se abriu, o trem passou. E pelo menos nestes primeiros meses de 2026, nas terças feiras, eu tenho duas séries que trabalhei passando no mesmo dia, quase no mesmo horário, em dois canais diferentes: Arte 1 e Canal Curta! Na Corda Bamba # 188 está na rede. A capa mostra um desenho de Carlos Zilio, um dos artistas entrevistados na série – onde fala pequenas preciosidades como: A arte brasileira, do século 19 pra cá é uma arte de acúmulos e de rupturas. É uma arte de correr atrás”. Uma arte de tentar fazer arte. O desenho se chama agosto, 1970. Zilio foi o único artista plástico que pegou em armas contra a ditadura. Pagou um preço bem alto por isto. Ele segue por aqui, trabalhando, pensando e refletindo sobre este país. 2026 vai ser um ano de guerra. As assombrações de 64 (e seus apoiadores, principalmente da imprensa “isenta e profissional”) seguem firmes e fortes. Não podemos deixar esta corja voltar. Saravá! Assinem este blog nos botões vermelhos lá de baixo ou apoiem com qualquer valor na chave pix fabpmaciel@gmail.com

FM: Qual foi a repercussão do livro Arte Brasileira Quadro a Quadro na época do seu lançamento? Eu escrevi em 2008. Era uma tentativa de passar uma introdução à história da arte brasileira de uma forma simplificada, mastigável, para um grande público. Não foi um livro escrito para historiadores da arte. Eu tentei sutilmente, nas entrelinhas, discutir temas importantes. Um deles, por exemplo, foi desmistificar a noção de belas artes. Entre as 25 obras analisadas naquele livro, temos uma ilustração de revista e um estudo botânico, técnicas que eram consideradas pela história da arte antiga como menores. E como em qualquer antologia, aquilo que é excluído é mais importante do que foi incluído.

rafael cardoso

FM: Mas o livro já trazia uma visão distante da unanimidade sobre a Semana de 22, por exemplo. A semana 22 não é o problema. Ela é um fato que ocorreu, teve um momento, teve um grupo de pessoas ali e tudo certo, ótimo. O problema é o foco exclusivo que a historiografia posterior, basicamente a recepção pós 1945, pós estado novo fez, que criou um mito da semana 22 como se fosse a única coisa, o único evento, ou a grande ruptura, aquilo que mudou tudo. Não foi isso, foi um evento entre muitos. E aqueles artistas eram alguns entre muitos, num universo muito maior de outros artistas modernos. O que eu tentei fazer foi basicamente mudar os pesos e as medidas. Em vez de olhar só para Anita Malfatti ou só para Tarsila do Amaral, resolvi olhar também para outros artistas que estavam em voga naquela época, como Hélio Seelinger ou Rodolfo Chambelland. Para que o leitor que tivesse chegando na história da arte brasileira pela primeira vez, tivesse uma visão mais equilibrada e mais justa de quem foi quem e qual foi o impacto daquelas pessoas em sua época.

FM: Eu te confesso que foi um livro que me fez ver com outros olhos a história da nossa arte. Muitas obras que me causavam inquietação no Museu Nacional de Belas Artes, e que eu não sabia exatamente como classificar, eu passei a entender depois de ler seus textos. Não que fossem obras complicadas. Eu desconhecia era o contexto que envolvia a produção da maioria delas. O impacto no meio acadêmico, na época da publicação em 2008 foi zero. O livro foi até um pouco boicotado pelo meio acadêmico, que era muito elitista e muito conservador. O livro não era citado, não era comentado e nem era vendido nas livrarias de arte. Ele passou batido, desapercebido. Vendia tão pouco que saiu de catálogo. Uns dez anos depois, após a primeira temporada da série, ele começou a aparecer. Devagarzinho eu comecei a ver o livro citado em notas de outros autores, de autores jovens. Comecei a perceber que havia se formado um público para aquele livro. Nesses 18 anos tudo mudou no meio da história da arte do Brasil. Hoje em dia, é um livro mainstream e até um pouquinho datado, né?

FM: Na segunda temporada da série, o recorte não é mais conduzido por obras, mas por temas, e um deles é o Sertão. Nota da Corda: os temas da segunda temporada estão listados mais abaixo. Eu tenho esse fascínio com a ideia de sertão, que é uma coisa que atravessa nossa história no século 20. Tem o livro da Nisia Trindade Lima, Um Sertão Chamado Brasil. Hoje em dia o IBGE delimitou o sertão como uma parte do interior do Nordeste. Hoje o sertão existe oficialmente. (Nota da Corda: o sertão oficial do IBGE é: todo o interior do Ceará, oeste da Bahia, grande parte de Pernambuco e Rio Grande do Norte, leste do Piauí e pequenas partes de Alagoas e Paraíba) Antes sertão era uma coisa muito vaga, tinha até sertão carioca. Tem um cara dos anos 40 que escreveu um livro chamado Sertão Carioca, que ficava em Jacarepaguá… E o que se o que se entende como palavra sertão vai mudando ao longo da história. É isso que me fascina, essa coisa que tá sempre fugindo, sempre recuando, sempre algum lugar que não existe. Tem outro livro famoso, da Flora Sussekind, O Brasil não é longe daqui. Eu adoro esse título. É o lugar que é longe, mas é sempre dentro da gente, dentro do país.

FM: E como esse sertão que tá sempre longe e sempre dentro se relaciona com a nossa arte? Tá no no caipira do Almeida Júnior, tá num pensamento? Tem um quadro do Antônio Parreiras de 1896, que foi um acontecimento na época, foi elogiado pela crítica, etc. Era exatamente o momento em que nascia essa ideia de sertão no Brasil, um pouco antes do Euclides da Cunha escrever Os Sertões. Não foi por acaso que ele batizou o livro assim, ele tava captando um discurso sobre sertão que estava em formação naquele momento. E hoje, quando olhamos pro quadro do Parreiras, a gente não entende porque ele causou comoção. Tem toda essa questão de representar esse Brasil profundo, de representar a nacionalidade no meio da natureza e da geografia. E um desafio permanente no atraso.

Antônio Parreiras, Sertanejas, 1896

FM: Outros assuntos que não se pode fugir: religiosidade e a nossa auto imagem. Durante muito tempo o Brasil tentou se vender como católico. E sempre foi evidente para todo mundo que é muito do que isso, né? Quando a gente colou esse título de Os Deuses são brasileiros eu tava pensando muito no Santo Forte. É interessante porque foi logo no momento que tava começando a explodir a Igreja Evangélica no Brasil, mas ele captou mais pelo lado das religiões populares brasileiras. E a arte tem sido um espaço muito importante de discussão de religiosidade no Brasil, um país de tantos deuses, de tantas crenças e tantas crendices também.

Teve uma pauta que eu parti da questão do retrato e do autorretrato, da representação do artista. Qualquer retrato é uma imagem negociada entre quem faz e quem é retratado. Sempre tem uma negociação. Mesmo numa foto. Você pode sorrir ou não, botar uma roupa bonita ou não. No autorretrato, essa negociação é entre duas partes de uma só pessoa. É uma pessoa negociando consigo mesma. E eu adoro isso, eu acho isso incrível. Nesse tema havia muitas coisas eu não me permitia falar. E quando eu vi a entrevista do Vergara, foi maravilhoso porque ele falou tudo o que eu queria falar e não tinha coragem. Ele falou sobre como ele se olhava, como ele se via, como ele se retratava e o processo envolvido nisso. O depoimento dele lavou minha alma.

carlos vergara, autorretrato com índios carajás, 1968

Você falou em como a história da arte mudou nos últimos 17 anos…Você acha que a chegada dos novos artistas afrobrasileiros, dos artistas indígenas forçaram esta mudança? A própria postura da universidade daquela época em algumas áreas como a história da arte, fazer um livro que popularizasse o conhecimento, a divulgação de de conhecimento, era mal visto. Internamente, você era visto como um popularizador, alguém que estava rebaixando o conhecimento. Não era o nosso papel explicar as coisas para os leigos. Eles é que tinham que vir até nós e adquirir este saber construído dentro da universidade. Isso mudou. E o que mudou isso foram as cotas. A minha vivência de universidade, principalmente na ESDI, onde eu dava aula, a ESDI sempre foi uma faculdade de elite, sempre foi a melhor faculdade de desenho industrial do Brasil, durante décadas foi a única, e atraía o público de elite, quem podia passar naquele vestibular super concorrido. Então eram todos filhos da escola privada, dos cursos de pré-vestibular, de famílias abastadas… E aí de repente, com as cotas, da noite para dia, mudou completamente a composição social do corpo discente. Começou a entrar gente que nunca tinha entrado lá. E isso gerou medo em algumas pessoas. Ah, vai cair o nível, vai piorar. E foi o contrário. Eu acho que foi um sopro de vida na universidade. As pessoas começaram a se relacionar com a sociedade de uma forma muito mais visceral, né? A universidade não mais como lugar de formação de uma elite, mas como um lugar que tem a função de reconstruir a sociedade.

E algumas pessoas que eram muito elitistas – e que continuam sendo- se calaram, pois hoje elas têm medo de serem taxadas de reacionárias. Enfim, muitos se aposentaram, entrou uma galera nova, entrou uma geração nova, que quer dialogar com o público mais amplo possível. Divulgação científica, antigamente era um jargão, tinha órgão de fomento, tinha a extensão universitária. Eu me lembro que nas planilhas de professor, você contava quantas horas dava aula: ensino, pesquisa e extensão. E na extensão as pessoas colocavam qualquer coisa, ninguém levava a sério. Hoje em dia, acho que é o contrário.

antônio dias

Hoje também temos uma geração de acadêmicos negros. De curadores. De críticos, pensadores, pesquisadores. Você acha que isso tá incomodando, mesmo que veladamente o mainstream da arte brasileira? Olha, se incomoda, eu não sei. Eu tô há 13 anos na Alemanha. Então o que eu tenho a dizer sobre isso talvez não seja muito relevante. Eu acho que muitas coisas mudaram. E para melhor. Eu acho que inegavelmente algumas coisas pioraram, né? É caso a caso. E muita coisa se manteve igual, mas mudou a fachada.

O que que piorou? Acho que o mercado de arte engoliu o meio artístico de forma grotesca. E isso não só no Brasil. Hoje em dia as pessoas pensam que qualidade, mérito artístico, valor artístico é venda. Se um artista vende muito quadro, ele é incensado como grande artista. Eu ainda sou velha guarda. Tem muita gente que vende muito quadro e eu considero mau artista. O mercado sabe tirar proveito do que tá acontecendo em todas as áreas da sociedade. E a crítica de arte acabou. No Brasil, não existe mais. Essa instância de valorização ou desvalorização não existe mais. O que eu penso ou deixo de pensar, tanto faz. E não sou só eu, não tô falando só de mim, tô falando de toda uma categoria de pessoas que tinham um conhecimento. Eu acho que nós fomos do excesso, onde duas ou três pessoas comandavam tudo para uma situação onde ninguém comanda nada.

E o que se mantém como fachada? É o que foi apelidado pelo movimento negro nos Estados Unidos, nos anos 70, de tokenismo. As instituições que permanecem com as mesmas estruturas sociais, raciais de antes, mas que cooptam artistas e curadores, para criar uma imagem, ou a pauta que eles estão querendo trabalhar. E esses artistas e curadores servem de fachada para uma instituição que continua tão elitista e branca como sempre foi.

Em 2025, o diretor do Museu Afro Brasil, o curador Hélio Menezes perdeu o cargo, derrubado por um conselho de 11 pessoas onde somente 4 eram negras. Esta história ainda não foi totalmente esclarecida e seus desdobramentos ainda continuam. Mas curadores negros estão conseguindo mudar substancialmente a programação e o conceito de instituições super tradicionais. A Lorraine Mendes, uma das curadoras da Pinacoteca aqui em São Paulo, por exemplo. E aproveito a deixa pra falar de Modernidade em preto e branco A minha vida de autor, de pesquisador, é de semear em campo de pedra. Não dá nada, não cresce nada, quando vem, vem mato e aquilo morre. Nesse livro não. Acho que foi a primeira vez na minha vida que eu escrevi o livro certo na hora certa, ele foi um livro oportuno. Não oportunista, posso dizer isto. Eu levei, por baixo, uns 15 anos pesquisando, escrevendo e ele foi lançado pela editora certa, no momento certo – o centenário da semana de 22 – e extrapolou todas as expectativas. Saiu do gueto da história da arte, saiu do gueto acadêmico. E isso é muito gratificante. Mas vou te dizer que se eu tivesse lançado 5 anos antes, ele teria caído no vazio. Foi realmente essa mudança que aconteceu no Brasil, do Brasil querer olhar pro Brasil, querer olhar como um todo, em termos de regiões, classes sociais, e tipos de expressão, né? Uma mudança de percepção sobre cultura brasileira. E acho que as pessoas estavam sedentas por uma leitura do modernismo, da modernidade no Brasil que abarcasse mais do que a elite de São Paulo.

Você acha que em algum momento o Brasil vai se assumir como um país negro?
Cara, você sabe que eu tenho pensado muito sobre isso, né? Que o Brasil é um país afrodescendente, não existe a menor dúvida, né?
É um debate muito complexo, eu não vou entrar nele, não é minha área, mas eu me pergunto se a questão é se assumir como um país negro ou se assumir como um país de herança africana? Eu não sou negro, eu não fui racializado como negro, e jamais poderia ser negro, mas essa herança africana me pertence também. Eu quero a minha parte. Assumir o Brasil como negro ou assumir o que tem de África no Brasil.

Eu não tenho competência para dar opinião sobre isso não. Eu tô só levantando questões. Mas essa frase, do Brasil se reconhecer com um país negro, eu acho que essa frase tá mal formulada. Acho que a pergunta não é essa. Nós somos o que somos porque passamos pelo que passamos. Então, se tem alguma coisa que presta no Brasil hoje, não é porque veio de alguma raiz mítica pura. Eu tô com Hélio Oitica
: A pureza é um mito. O Brasil é fruto de um processo de trocas desiguais,crueis, covardes, mas criamos uma cultura incrível.
E isso merece ser celebrado. Ao mesmo tempo, temos que ter toda a consciência dos horrores, da escravidão, da violência e da discriminação social terrível que até hoje impera. Eu tenho consciência de tudo isso, ao mesmo tempo, tenho consciência que resultou uma cultura que eu gosto, que eu acho vibrante, especial, e que traz coisas novas. Então como é que você vai definir isso? Já que o Brasil é fruto de violência e da opressão, então o Brasil não presta, é isso? É essa a equação? Para mim essa equação não fecha.

torquato neto no PN2 de helio oiticica, londres, 1969


arte brasileira quadro a quadro. a equipe

narração branca messina direção geral marcos guttmann direção e roteiro adicional fabiano maciel e marcos guttmann roteiro rafael cardoso, roberto conduru e sérgio martins produção nathalie felippe e leonardo domingues direção de produção catharina felix fotografia marco oliveira e reynaldo zangrandi edição fábio gavião design visual marcelo pereira/tecnopop trilha sonora original joão vianna

e os depoimentos desta turma pouco cascuda:

carlos zilio, ana kiffer e carlos vergara no mam-rio

ana magalhães, alecsandra matias e lucas bambozzi no mac-sp

Os temas da série, por episódio:

  • Um sertão chamado Brasil
    (urbanização, interiorização, favelas, margens)
  • Os deuses são brasileiros
    (religiosidade, sincretismo e identidades)
  • Encruzilhadas da brasilidade
    (identidade nacional, Estado Novo, imigração)
  • Retratos e espelhos
    (imagem e autoimagem, representação, autoria e autoridade)
  • Em busca do Brasil moderno
  • Novas realidades, nova objetividade
    (figurativo versus abstrato)
  • Experimentar o experimental
  • Corpos, desbundes e desencantos

links! links! e mais links!

o livro que deu origem à série:

o trailer da segunda temporada de ARTE BRASILEIRA QUADRO A QUADRO:

a abertura da primeira temporada:

os curtas de marcos guttmann estão no porta-curtas.

o trailer de maresia de marcos guttmann:

pra lembrar que arte afro-brasileira contemporânea segue em cartaz no canal curta!:

terças bacanudas. a da semana passada teve arte brasileira, raiz e a vida é um sopro.

vale ler também:

leia o brasil não é longe daqui, de flora sussekind:

baixe o livro sertão carioca na página da biblioteca digital luso-brasileira:

música para nossos ouvidos:

kevin ayers:

jacqueline taieb:

gil capinam viramundo

screaming jack sutch:

robert parker:

playlist # 164

o alfaiate do soul
luan e vanessa eu e você você e eu é muito amor
terror b pop b rock b: diversão classe a

Kevin Ayers. Um cara que só conhecia de uma ou outra canção. Na última semana ouvi seus discos inteiros, seguidas vezes. Progressivo, psicodelia, folk, arte de vanguarda, maconheiragem e letras muitas vezes bem debochadas. Impossível não gostar. Ouso dizer que ele é um dos santos no altar do Stereolab. No meu, eu já tô acendendo umas velinhas pra ele.

ayers muito bem acompanhado

e mais:

cidadão instigado # jorge benjor # the skatalites # roberto carlos jacqueline taieb # totem # tom zé # jr.black # led zeppelin # tiago araripe # ella fitzgerald # ringo starr # joy crookes # max # walter franco e silvia maria # sergio mendes e brasil 66 # ray briant # screaming lord sutch # bobby taylor # robert parker # gilberto gil # jerry lee lewis & rory gallagher # luan e vanessa # anelis assumpção # portugal the man # leroy clampitt # tiwayo # os incríveis # céu # jupiter apple # estrela leminski # t.rex # red hot chili peppers # nat adderley

moça papo firme
joy crookes é papo firme também

e a playlsit # 164 !