• na corda bamba #186 e a cabra-cega das palavras aleatórias

    Aos 27, Miss Brasil Café equilibra maternidade e trabalho no agro: “É um privilégio”. A frase aparece em destaque na tv do elevador, junto com a foto de Karoline L. sentada entre sacas de café do cerrado mineiro. A loira veste jeans e ostenta orgulhosa a coroa na cabeça junto com a faixa de miss…


  • na corda bamba # 185 edição especial de 3º aniversário cheia de bacanidades e obscenidades

    De vez em quando eu me pergunto por que insisto nesta barca, já que o dinheiro é curto, o trabalho é insano e ninguém está apontando uma arma contra o meu pescoço e dizendo: escreva ou morra! Sobram, então, teimosia, vaidade, (in)sanidade e claro, algum prazer. ### Nesta edição de terceiro ano balançando nas redes:…


  • na corda bamba 172 na bossa, na fossa mas sem aquela grande dor. uma entrevista com tárik de souza, um jornalista que nunca desafina.

    Em 1970 a Editora Abril colocou nas bancas uma coleção chamada História da Música Popular Brasileira. Eram discos menores que um lp e maiores que um compacto -10 polegadas- que vinham acompanhados por um livro de 12 páginas com textos dos principais críticos e pesquisadores musicais do país. Na primeira edição da série, as capas…


  • na corda bamba 169 e o filme obstrução que armei com jorgen leth

    Eu ia escrever sobre o CineBH, onde estive semana passada junto do ninja Di Moretti e do novo chapa Alexei Abib. Ia falar da profecia de Amós que me intrigou depois de ver um padre franciscano citando ela no sermão. Sobre o meu hd externo que pifou, sobre o metanol nos bares e a cachaça…


  • na corda bamba 164 entrevista márcio pinheiro um jornalista bagual e cordial

    Conheci Márcio Pinheiro na adolescência, apresentado pelo meu primo Marcelo. Era uma conexão musical e uma desconexão futebolística, pois assim como o meu primo, o Márcio sempre foi um colorado doente, doença esta, no caso dele, hereditária e cartolária, uma palavra que não existe mas que se aplica. Depois nos encontramos rapidamente no Rio, ele…


  • na corda bamba 160 e as pequenas criaturas cheias de schadenfreude

    Schadenfreude nem sai de cima é uma palavra alemã. Alemão gosta de juntar palavras e formar um conceito. Schaden: dano, prejuízo + Freude: prazer = aquele contentamento, aquela satisfação de sentir prazer diante da desgraça alheia. Quando Beatriz fez 15 anos, ganhou de seu avô, um graduado cartola do Corinthians, uma viagem para Londres, onde…


  • na corda bamba 156 caiu no buraco e o mundo também.

    Lito mora numa cidade muito grande, em um bairro mais ou menos grande, cercado por duas avenidas muito compridas, por onde passam muitos carros, ônibus, caminhões, motos e ultimamente, muitos patinetes também. Em cima voam aviões, helicópteros, drones, araras e pombos que vivem fazendo cocô na cabeça de quem está embaixo. Debaixo da rua passa…


  • na corda bamba 155: tá pensando que tudo é futebol?

    Semana passada a gripe deu bom dia, boa tarde e boa noite. Resultado: a agenda foi pras picas. A capricorniana que divide a vida comigo não se comoveu: ainda bem que tu tomou vacina, e se a tosse não tá passando, upa neguinho na estrada, upa na diogo de faria pra lá e pra cá.…


  • na corda bamba 153 em uma jornada pelo estranho, pelo bizarro e pelo inesperado + uma playlist inacreditável.

    O programa começava com uma escalada, uma sequência de imagens e um narrador descrevendo o assunto: um homem lutando contra um gorila, uma pulga amestrada dançando, uma corrida de sapos, uma mulher engolindo velas acesas e um velho turco que tinha passado dez anos dentro de uma caverna. Jack Palance, que antes de ser ator,…


  • na corda bamba 123 infância + playlist # 92

    Meu avô Antônio era um calabrês de poucas palavras e as poucas que saiam de sua boca, metade eram palavrões, que ele cuspia parte em italiano, parte em gauchês. Não dava a mínima para a aparência, vestia-se com coletes velhos poídos, calças largas e sapatos furados. Passava boa parte do dia resmungando, outra parte mexendo…