• na corda bamba 197 cheia de questões supersônicas e lusofônicas

    Pouco antes de chegar no Hotel Terminus em Maputo, vejo pela janela do carro um palacete abandonado, com muitos azulejos portugueses na fachada, inclusive no painel que lhe dá nome: Vila Algarve. Alcídio, diretor do INICC (Instituto Nacional das Indústrias Culturais e Criativas de Moçambique) percebe minha curiosidade: Esta casa é assombrada. Espíritos estão a…


  • na corda bamba 162 e as anonimidades cotidianas

    Sábado, 9 horas da manhã numa lanchonete da Borges Lagoa. Tomo um expresso enquanto leio o Jéferson Tenório. Uma música muito boa começa a tocar. Olho pra trás, a televisão mostra um conjunto latino, todos 60 pra cima, todos em traje de gala. Demoro a sacar se eles são da bailanta ou de jesus. Talvez…


  • na corda bamba 155: tá pensando que tudo é futebol?

    Semana passada a gripe deu bom dia, boa tarde e boa noite. Resultado: a agenda foi pras picas. A capricorniana que divide a vida comigo não se comoveu: ainda bem que tu tomou vacina, e se a tosse não tá passando, upa neguinho na estrada, upa na diogo de faria pra lá e pra cá.…


  • na corda bamba: 2 anos de folia e umas pitadas de melancolia.

    Em dezembro de 2022 eu estava literalmente na merda, devendo as cuecas e sem perspectiva alguma do que fazer pra sair do buraco. Meu amigo Vini, velho parceiro da Pipoca Moderna e de outras jogadas botou pilha: “Vai escrever. Conta as tuas histórias”. O desespero é um ótimo coach. E como todo mundo sabe, coach…


  • na corda bamba 124 com a alma turva e pensando em como se livrar das almas sebosas

    Sonhei que tava no banco de trás de um carro com a Michelle Obama. Eu tentava me desculpar por alguma coisa que falei e que não foi bem compreendido. Talvez tenha sido dito de maneira errada, no momento errado ou no tom errado. Eu sou o rei da bola fora e Michelle, impassível, só olhava…


  • na corda bamba no dia seis de janeiro, dia de reis e uma playlist pra exorcizar todos os demônios do oito de janeiro

    Um trouxe o ouro, outro o incenso, o terceiro a mirra. Dois mil e vinte três anos depois, uma turma de pilantras achou que dava pra chegar com pau, pedra e cafuné da polícia do DF. Deu ruim. Pra nossa sorte. Parte da pilantragem tá onde tem que estar: em cana. O chefe da quadrilha,…