“A classe média é uma abominação política, porque é fascista, é uma abominação ética porque é violenta, e é uma abominação cognitiva porque é ignorante. Fim” Marilena Chauí
Durante muito tempo da minha vida, a rotina era: acordar, tomar banho, café preto, jornal e cigarro. Aí o mundo começava. Quando o Grêmio ou o Botafogo perdiam, eu pulava a sessão de esportes. Parei de fumar em 2020, de assinar jornal em 2013. Não consigo imaginar a existência sem café e até hoje mando todos que foram pras ruas gritar não vai ter copa, enfiarem os 30 centavos no cu. Nos dias de hoje é bom que se proteja, tenha paciência e espio as manchetes na rede pra passar raiva. Mas tem dias que é melhor esquecer. Os fatos me incomodam menos que o tom de baba salivando de prazer com as cretinices do congresso e das barbaridades de torpes direitistas que pipocam por todo o país. Tudo que fode ou atrapalha um projeto de país decente, a grande imprensa comemora…A grande imprensa relativiza Trump, Israel, sonha com Milei e com Guedes, faz cafuné em Flávio Bolsonaro e dá bitoca na cara de cratera do Tarcísio. Esta é uma edição ladeira da preguiça. Preguiça de tv, das séries tico-tico no fubá da Netflix, preguiça de influencer negacionista, de talk-show de homens descolados, de comentarista com voz de tico-tico, do fim da rádio eldorado (neste caso, sinto mesmo pelo Antonio e Vicente, fãs incondicionais do Som a Pino) preguiça de legionário brincando de cazarré de cu é rola, de comunicador metendo a napa na política, preguiça das novas marcias de windsor que acham que qualquer rebolation em copacabana é um evento antropofágico civilizatório, preguiça da moda, da FIFA, da Inteligência Artificial, da comida afetiva, do home-scholling, dos coachs, da nova mpb fifonha e dos clássicos remixados. Acho que tô precisando de disco novo do Paulinho da Viola, de filme com água encanada e de um bar onde a cerveja é só uma cerveja e o aperitivo é só um aparitivo. Nada de evento, nada de vivenciar uma experiência inesquecível. É só a mais comum e banal rotina: tomar uma cerveja (não artesanal) no boteco, falar besteira, xingar a mãe, o pai e o tio dos outros, das outras e dos outres, rir, bater boca com os amigos sobre quem é melhor: Deep Purple ou Led Zeppelin, Clash ou Ramones, Stevie ou Marvin, Ella ou Billie, o melhor escritor policial: Hammett ou Chandler, Simenon ou Rex Stout, a musa setentista: Helena Ramos ou Nicole Puzzi, e depois, levemente bêbado e com a barriga cheia, ir pra casa satisfeito e com a sensação de dever cumprido. Bati a meta! Básico Instinto de pequenos prazeres, sem pretensão de porra nenhuma. No mais, a campanha pra transformar este blog chinfrim numa revista digital segue de vento em popa, mas ainda cheia de pastel de vento. A estreia é em junho, junto com a Copa. Assinem! Apoiem!. A corda agradece a chegada junto da Nilde Ferreira e do Bruno Pettinelli. Avante e Saravá! Lá embaixo, tem a playlist
na corda bamba vai virar revista digital. apoie!



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abertura Cidadão Instigado direto pra Mundo Livre S&A e na sequência algumas canções de protesto, revolta, ódio e cansaço com The Blaggers, The Clash, Gil Scott-Heron, Tracy Chapman, Milton Nascimento e Chico Buarque, Caetano Veloso, The O´Jays, Prince, Gilberto Gil, Emilia Contessa, Racionais MC’s, Lucas Santanna, Cia Cabelo de Maria, Hak Baker, Francisco & El Hombre & Liiker, Marvin Gaye, Nação Zumbi, Mombojó, Radiohead, Amaia, Ava Rocha, Chinaina, Leela & Fausto Fawcett, Free Kiten, The Who, The Jam, Millie Jackson, Luther Snake Boy Johnson, Barbara Dane, Woody Guthrie, Leonard Cohen, Bob Dylan, Bob Marley, Saci Were

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